quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Kajuru comemora estréia de TV online e liberdade para dizer o que pensa

Por Miriam Abreu - www.comunique-se.com.br - 1o. Caderno - s/data

Com um investimento de R$ 112 mil, a TV Kajuru estréia na web na próxima segunda-feira (01/12), às 20h. “Agora que vou ter minha própria TV, ninguém me tira do ar”, disse Jorge Kajuru, comemorando o fato de ter total liberdade para dizer o que pensa, o que lhe rendeu uma série de problemas na justiça. “Isso é o que eu preciso para viver. Vou morar na minha emissora e xingar o povo o dia inteiro. É um sonho e melhor do que dormir com a Angelina Jolie”, diz, brincando.

A emissora ficará no ar 24 horas com esporte, variedades e “bom humor”, como diz o slogan. Até o final de janeiro, Kajuru pretende ter 22 programas inéditos.

Já fazem parte da programação o Coração de Pescador, com Joel Datena, filho de José Luiz Dantena; Bom Te Ver, programa de auditório com Tânia Oliveira; Talento Não Tem Endereço, com filhos de uma dupla sertaneja, para dar oportunidade a jovens talentos; Papo Com o Doutor, com Sócrates, um talk-show, que também vai apresentar o TV Kajuru Pós-Globo, uma mesa-redonda que vai ao ar às quartas e domingo. Kajuru vai apresentar dois programas, o TV Kajuru Denuncia e Cadeira Elétrika, em que ele receberá um convidado e contará com a colaboração de uma mulher para fazer entrevista, “sempre com perfil diferente. Pode ser engenheira, médica, estudante. Depende de quem será o entrevistado”, diz. A maioria deles será semanal, com exceção de Cadeira Elétrika, que será mensal.

A idéia
Embora apresente dois programas, um no interior de São Paulo, pelo SBT, e outro no Paraná, emissora de Ratinho, Kajuru queria ter seu próprio veículo. “Estava desanimado da internet, mas um amigo me mostrou que os vídeos do Youtube em que apareço tiveram mais de 4 milhões de acessos. Percebi que então poderia ter uma TV na internet”.

Estrutura
Para tornar o site uma realidade, Kajuru contou com a ajuda dos amigos Adriane Galisteu, Datena e Ratinho. “Vendi também meu carro, um flat, apostei minha vida nisso. Vou aproveitar e usar comentários desses amigos eventualmente”.

A TV Kajuru terá duas sedes. Uma em São Paulo, que fica pronta até 15/12, e outra móvel, que começa a circular no interior de São Paulo. “Vamos ficar um mês em cada cidade, começando por Ribeirão Preto”. Serão seis funcionários, incluindo criação e produção – os jornalistas Karin Gutierrez e Théo Campos são os produtores. Aqueles que tiverem programas vão dividir com Kajuru o faturamento. “É meio a meio”, avisa, para quem tiver interesse em apresentar uma idéia.

Programas também na TV
Kajuru pretende fechar contratos com canais fechados para a exibição de alguns dos programas que vão ao ar na TV online. “Alguns já vão ser retransmitidos por emissoras de TV a cabo, canais fechados, interior de São Paulo, Paraná, Goiás e Rio Grande do Norte. “Vamos vender, terceirizar para quem quiser”.

Livros
Ele também se prepara para o lançamento de dois livros, a nova edição de “Condenado a falar”, que, diz o autor, está totalmente atualizado, e “Meus orgasmos”, sobre sua vida sem o futebol.

Prezados Colegas, morro de medo de que vocês descambem a falar sua opinião sobre o Kajuru, quando quero que vocês discutam sobre a idéia dele. Poderemos estender para a TV Saulo, TV Áurea, TV Cássia ...?

domingo, 16 de novembro de 2008

O truque que animou a festa



TV usa técnica de 3D para simular hologramade repórter na cobertura da celebração da vitória

Por Gabriela Carelli - Revista Veja - Edição 2086 - 12/11/2008

Quem acompanhava a cobertura das eleições americanas pelo canal a cabo CNN, na terça-feira passada, assistiu a um show-surpresa de tecnologia. A certa altura, a repórter Jessica Yellin apareceu no estúdio da emissora em Nova York frente a frente com o âncora Wolf Blitzer. Uma cena banal, não fosse por um detalhe: naquele momento, Jessica estava a 1 150 quilômetros de distância, em Chicago, cobrindo a aclamação popular a Barack Obama no Grant Park. Quem contracenava com o âncora era uma imagem virtual, em três dimensões, da repórter. Uma espécie de holograma, como aquele da cena clássica do primeiro filme da série Star Wars, em que a Princesa Leia aparece ao mocinho Luke Skywalker. O teletransporte da repórter foi sucesso de público – a audiência do canal, comparada à da noite da eleição presidencial de 2004, no mesmo horário, dobrou. Logo as imagens foram parar no site de vídeos YouTube. Na verdade, o truque usado pela CNN guarda pouca semelhança com a holografia. Essa técnica consiste em gravar e reproduzir as ondas eletromagnéticas que compõem a luz, criando uma imagem em três dimensões. Até hoje, só se conseguiram criar imagens holográficas precárias de pessoas.

A técnica empregada pela CNN foi a telepresença 3D. No parque de Chicago, 35 câmeras de alta definição filmavam Jessica, sobre um fundo verde, captando seu corpo sob todos os ângulos. As imagens eram enviadas a vinte computadores, que as juntavam e reconstruíam a figura de Jessica à perfeição. Os softwares calculavam cada gesto da repórter com relação ao espaço que ela ocupava. As informações eram repassadas à central da emissora em Nova York, onde a imagem de Jessica sob o fundo verde era recortada e reproduzida para o público como se fosse um holograma. No total, 44 câmeras foram utilizadas para criar o efeito especial. A telepresença 3D não é exatamente uma novidade. Diversas empresas a usam para fazer videoconferências entre seus executivos que trabalham em cidades diferentes. "Jessica foi incrustada num cenário, como se faz com as apresentadoras da previsão do tempo, só que por meio de uma imagem virtual, eletrônica", explicou a VEJA Pierre-Alexandre Blanche, do grupo de ciências óticas da Universidade do Arizona. "O próprio âncora viu Jessica em uma televisão comum de 37 polegadas, em 3D", ele informa. A elucidação do truque usado pela CNN não diminui o assombro de ver num estúdio, em carne e osso, uma repórter que se encontrava a quilômetros de distância.

Prezados: comentem!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Preparação para nova tecnologia continua nas emissoras

Da Redação do TelaVivaNews - www.telaviva.com.br - 28/10/2008 - 20h46

As geradoras cabeças de rede continuam se preparando para a TV digital. Ainda falta digitalizar estúdios e preparar a infra-estrutura para edição em alta definição, além de definir como preparar as novas possibilidades da TV, como mobilidade e interatividade, grandes apostas dos radiodifusores.

A Globo tem transmissões digitais em cinco cidades e deve ter "mais nove ou dez até o final do ano", disse Liliana Nakonechnyj, diretora de engenharia de telecomunicações da emissora de presidente da SET (Sociedade de Engenharia de Televisão), em painel sobre TV digital na Futurecom, evento que acontece esta semana, em São Paulo. Segundo ela, todas as capitais estarão cobertas digitalmente pela Globo até o final do próximo ano. A engenheira diz que, no momento, a emissora continua trabalhando na conversão dos estúdios que ainda não estejam preparados para a alta definição e, principalmente, na infra-estrutura de finalização. Ainda segundo Liliana, a emissora aposta bastante na interatividade como ferramenta para manter a audiência.

A Band diz apenas que trabalha, no curto prazo, na implantação do sistema digital, sem apontar números. Paralelamente, "é fundamental investir na capacidade de produção", diz Walter Ceneviva, vice-presidente executivo do Grupo Bandeirantes. Segundo ele, a aposta do grupo é na recepção móvel. "A TV ganha novos horários nobres, que são os horários de trânsito", aposta.

Já o SBT, segundo seu diretor de engenharia, Roberto Franco, que é também presidente do Fórum SBTVD, montou equipes multidisciplinares para desenvolver novas linguagens. "A TV digital traz uma experiência diferente, porque muda os mecanismos de percepção visual e auditiva", disse. Segundo ele, a interatividade é algo que precisa ser estudado na forma como é apresentada na nova tecnologia, mas que a radiodifusão já sabe usá-la. "O SBT está no Guiness por ter recebido 72 milhões de cartas válidas para uma única promoção", disse.

Eu..., sei lá... o que vocês acham sobre a nota? Qual o futuro disso para o telejornalismo?