domingo, 7 de setembro de 2008

A Ponte

Por Marianne Piemonte - Revista Época - no. 536 - 25/08/2008 - Mente Aberta - pg.185

O diretor Eric Steel é um artista por trás das lentes. Ele deixou sua câmera aberta ao longo da Golden Gate, principal cartão-postal de São Francisco, nos Estados Unidos, e registrou 24 suicídios. O filme causou polêmica nos festivais por que passou nos EUA. Questionava-se por que a equipe de filmagens não ajudou a polícia a impedir as mortes. Até que ponto a arte deve ou ão interferir na realidade. Isso de fato é arte ou um reality show bizarro com bela fotografia? A equipe ainda conseguiu o relato de um jovem que sobreviveu à queda de 130 metros.


Colegas, substituam "arte" no texto acima por "telejornalismo" (afinal, o video pode ser considerado também um produto como tal). Agora, tentem responder as questões. E como vocês se comportariam em casos semelhantes.

10 comentários:

Anônimo disse...

Eu entendo jornalismo como uma ferramenta séria e importantíssima na construção de uma sociedade mais justa.A informação tem poder.
24 vidas poderiam ser salvas se o diretor Eric Steel comunicasse o fato as autoridades.Eric Steel optou por gravar cenas de seres humanos desesperados pondo fim as suas vidas.Uma espécie de Big brother macabro,simplesmente querendo fama e sucesso.É preciso ser ético e uma pergunta tem que feita.O que vale mais,24 vidas ou um furo de reportagem ?

Cássia Rolim disse...

Concerteza Saulo ,mas o que e poir e que em pleno seculo 21 isso ainda aconteça,afinal nos dias de hoje vemos tantas coisas bizaras,e ainda existe serumano que diz que isso e normal,mas infelismente existe pessoas que não tem coração ou melhor não tem Deus na vida e o que e poir e que teremos que sofrer muito até que essas pessoas caim na realidade e vejam o quanto elas estão destruindo a si proprios,por coisas futeis apenas para ter os quinze minutos de fama.O tão sonhado furo jornalistico né.....

Sergio Leite disse...

O diretor Eric Steel mostrou cenas reais no filme chocando as pessoas. A verdade que jornalistas estão mais preocupados com o furo, do que com a ética. Já saímos de casa a procura do “elefante branco” o fato, a bela imagem. Somos frio, a profissão faz com que perdemos a sensibilidade, comentar no papel e fácil, mas na situação real gostamos de sensacionalismo. Se eu estivesse trabalhando com a câmera sobre a ponte eu faria a mesma coisa. Quando for criança tudo bem, você ajuda eles não tem noção do perigo, mas se tratando de pessoas adultas elas são responsáveis pelo seus atos .

Unknown disse...

Acredito que com o passar dos anos alguns profissionais realmente fiquem frios, mas mesmo assim cenas comos estas não devem ser mostradas em filme.
Muito doloroso e com diz o Saulo chega a ser macabro.
O sensacionalismo tem limite e isto estrapola todos os sentidos da ética.O meu maior medo e de que as pessoas comecem a enxergar isto como coisa normal e perca seus valores éticos e morais.

Unknown disse...

É muito complicada essa questão de "intereferir na realidade", seja no jornalismo, na arte ou em qualquer outra área. Sabemos que não existe verdade absoluta. Por mais que tenhamos deveres éticos como profissionais e cidadãos não somos donos da razão. Não sei como reagiria se a minha câmera de jornalista estivesse presenciando um suicídio. Ao mesmo tempo em que devo prezar pela minha vida e pela dos outros, que direito tenho de impedir alguém que nem conheço de tomar uma atitude (ainda que drástica)? Quem sou eu para afirmar que a vida ou a morte é melhor para alguém? O fato citado pode ser arte e reality show, depende do olhar do espectador. Para mim tem um pouco dos dois. Quantos quadros de pintores famosos e sem o menor nexo para os leigos são considerados arte? Um suício ao vivo também pode ser, depende de quem olha. Se é mórbido ou não o fato é que o ser humano carrega dentro de si o interesse e a curiosidade, principalmente por situações raras como essa. Penso que ao ver uma multidão muitos de nós parariam pelo menos para perguntar o que está acontecendo. Faz parte do "show".

Anônimo disse...

Acho que como jornalistas tentamos interferir na realidade mostrando como ela é e denunciando, com o objetivo de que essas coisas mudem e não aconteçam mais.
Nesse caso eu concordo com a equipe de filmagem porque se eles evitassem as mortes eles fariam uma coisa boa , mas quantas pessoas devem se jogar todos os anos dessa ponte?Mostrando a realidade, o que acontece, eles estão denunciando para a sociedade a situação que as pessoas como nós estão passando atualmente, desesperadas e perdendo o gosto pela vida, e mostrando que ninguém se importa são apenas números que nunca enxergamos, está revelando a sociedade que aquilo acontece todos os dias e tentando fazer as pessoas enxergarem e pensarem um pouco mais nas outras para que isso não ocorra mais.
Como exemplo a história de um fotógrafo na África que tirou fotos de um menino subnutrido sendo comido por abutres, ele poderia ajudá-lo mas não o fez e registrou as fotos do que aconteceu.É uma questão ética muito profunda a se pensar, ele disse que tinha pesadelos todos os dias com aquilo, mas agindo de tal modo ele esperava que com o conhecimento daquilo as pessoas se conscientizassem o quão horrível somos ao pensar no nosso próprio umbigo enquanto milhares morrem sem motivo, e pudessem ajudar as outras crianças que morrem desse modo todos os dias.
Na minha opinião é arte, pois a arte é feita para chocar, para denunciar a realidade nua e crua.

Anônimo disse...

É uma questão muito delicada. Primeiramente acho que temos que nos perguntar qual é a proposta do diretor ao mirar suas lentes sobre a ponte. Será que ele sabia que suicidios eram quase que cena do cotidiano na ponte. se acaso ele sabia pq as autoridades não sabiam. Talvez ele tenha feito esse filme para alertar a sociedade, não com intuito de reality show. Não dá para saber tem que entender o contexto e a proposta do diretor. Agora quanto a interferência da jornalismo na realidade, envolv uma questão muito delicada. Não entra apenas a profissão, o lado humano é determinante na escolha.

Anônimo disse...

Eric Steel não tem culpa por ter filamado o suicidio dos 24 americanos que saltaram da ponte Golçden Gate. Como a reportagem afirma 'ele deixou sua câmera aberta ao longo da Golden Gate' e pode não ter visto que as pessoas iam se suicidar. Se ele tivesse tentado evitar o suicidio dessas pessoas será que elas desistiriam de se suicidar? o direito a vida é um assunto muito delicado, que tem inumeras opiniões. Muitos são a favor da eutanásia, e você? Pense nisso.

ASS: Marcelo Vilela 6º período Jornalismop UNA

Anônimo disse...

Acredito que o telejornalismo deve mostrar a realidade e tentar com isso muda-la. Mas não seria necessario deixar acontecer tantas mortes para isso, bastava uma e já abalaria a sociedade, então mostrar para as autoridades. Mas se nada fosse feito, acredito não ser problema do jornalista resolver este problema. O que de fato pode ter ocorrido, acredito que nada foi feito, então ele voltou e filmou as outras, outro fato seria que se ele soube que isso ocorria, a policia também já devia saber. E para mim, os jornalistas tem o dever e a necesidade de mostrar coisas que as pessoas se negam a ver. o Jornalismo sempre interfere na realidade, não fazendo nada, se faz algo, ele poderia ter mudado os suicidios, mas não abalaria a sociedade para que com este fato. Isso para mim é um telejornalismo.

Gustavo Espósito disse...

O telejornalismo não deve interferir na realidade. Não sei se eu teria sangue frio para produzir um video desses, mas se o produtor se propôs a realizar essa filmagem, ele não teria o direito de interferir. Se o produtor pensa que seu filme é importante pra alguem, e tem como realizar a filmagem, que faça!!! Até porque um filme como este pode nos ensinar lições de vida que jamais teriamos. Mostrando a realidade dura de algumas pessoas e a que ponto elas chegam para se livrar dos problemas.