Da Redação do Tela Viva News - 16/09/2008 - 23h28 - www.telaviva.com.br
Grupos tradicionais do meio impresso como o Estadão e o Meio & Mensagem estão apostando na produção de conteúdo audiovisual para web, como contaram Marco Chiaretti, editor-chefe de conteúdo digital do Estadão, e Marcelo de Sales Gomes, vice-presidente executivo do Grupo M&M, em debate sobre novas plataformas do Congresso TV 2.0, promovido pelas revistas TELETIME e TELA VIVA em São Paulo."É necessário o investimento porque se não o fizermos, o que será do nosso negócio a longo prazo?", questionou Gomes, revelando que o Grupo M&M está investido cerca de R$ 100 mil para a construção de um estúdio nas dependências de sua redação para abastecer, a partir de outubro, o portal do veículo com vídeos diários. "Por enquanto, faremos dois programetes 'M&M Entrevista', que irá ao ar às terças e quintas, e 'M&M Express', com notícias para os outros dias da semana", conta, dizendo que a equipe será a mesma do Meio & Mensagem on-line e impresso.
Transmídia
Segundo Chiaretti, do Estadão, uma das principais dificuldades de produzir conteúdo de TV na web é fazer a equipe trabalhar com conceitos de transmídia, contando boas histórias em vários suportes. "Quando eu tiver os 500 jornalistas do Estadão evangelizados para conciliar o trabalho de produção do jornal com a nova plataforma, conseguiremos produzir mais vídeos", diz ele, revelando que a produção semestral atualmente é de 3 mil arquivos de duração de 1 minuto a 1 minuto e meio.Ele destacou que o trunfo da produção audiovisual do Grupo na web é proporcionar o que seria impossível em outras plataformas, como o projeto "Vereador Digital", em que a equipe produziu vídeos em que 900 candidatos a vereador tiveram três minutos para defender suas propostas. Mais de um milhão de usuários acessaram os vídeos.
Prezados, o que pensam dessa notícia?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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8 comentários:
A posição desses grupos vem responder uma pergunta muito repetida ultimamente: o jornal impresso vai acabar? Acredito que, como o exemplo do texto, eles não vão acabar mas encontrar outras soluções para os problemas de mercado. E a idéia de produzir TV para web é ótima. Se os donos dos jornais impressos souberem juntar a novidade com o nosso velho amigo jornal, será melhor ainda. A exemplo de algumas revistas, como a Superinteressante, as pessoas poderão complementar o que leram no impresso com o conteúdo do site, inclusive assistindo a esses vídeos que estão sendo criados. Dessa forma ninguém precisa largar seu jornal de todo dia se não quiser.
Nossa que bacana,grupos de mídia do meio impresso apostam em tv na web. E o salário ninguém fala nada,eles só pensam em produzir,produzir.
Jornalistas do futuro vai ter mil e uma utilidades.A preocupação dos empresários é com produção e não com a qualidade,como o texto mesmo diz,(estão apostando na produção de conteúdo audiovisual para web.) Que dureza, internet também aceita tudo,
qualquer picareta faz um vídeo e ai é só postar na web. Cadê os critérios,cadê a ética,cadê o sindicato, estamos sozinhos cada vez mais trabalho .Vamos parar e pensar,o jornalista sai da redação a procura da matéria,produz, apura,edita,transforma em texto para web,fecha texto para jornal impresso,e agora olha só a fala do nosso amigo Chiaretti, do Estadão. "Quando eu tiver os 500 jornalistas do Estadão evangelizados para conciliar o trabalho de produção do jornal com a nova plataforma, conseguiremos produzir mais vídeos", E os 40% de acumulo de função ninguém fala nada? Há nem vou comentar mais sobre isso,é duro, mais uma linha de produção quanto a qualidade nada.
Mais uma ótima notícia, os grandes grupos do meio impresso finalmente começam a se render ao poder da internet, a idéia de produzir conteúdo para esse segmento é ótima para nós jornalistas e pode ampliar mais ainda nossa área de atuação o que pode significar mais empregos e mais oportunidades .Mas como o Sergio falou é preciso que haja uma regulamentação desse processo, para que se tenha um bom salário, bons profissionais e um bom conteúdo.Essa é a grande questão, os empresários destes impressos querem entrar na internet e ganhar com isso mas sobrecarregando os profissionais do jornal impresso e não abrindo outras vagas, a avacalhação já é tão grande com os jornalistas no impresso imagino o que será na internet .O diploma já está querendo ser derrubado, imagina na internet? vai ser difícil achar um jornalista produzindo conteúdo.
isso é uma demanda que já acontece nos eua e na europa. A tendencia dos impressos é se aproximar caa vez mais da internet. Nos Eua os assinantes do NY Times lêem mais a versão on line que aa impressa. Acho que é mais uma opção para o leitor ter mais aprofundamento da notícia. Agora acho interessante a questãolevantada pelo Sergio, como fica os profissionais nessa história. Seremos os profissionais multimidia, mas e quanto a qualidade do que vai ser produzido... é uma questão a se pensar
As mudanças as quais o texto se refere são inevitáveis. Com o avanço dos novos meio de comunicação os jornalistas, mais hora menos hora, iam ter que migrar para os novos meios. Como disse Chiaretti, do Estadão, a educação dos jornalistas para produzir conteúdo de TV na WEB é uma das metas do jornalismo atual.
Para Marcelo de Sales Gomes, vice-presidente executivo do Grupo M&M,."É necessário o investimento porque se não o fizermos, o que será do nosso negócio a longo prazo?". O Grupo M&M está investido cerca de R$ 100 mil para a construção de um estúdio nas dependências de sua redação para abastecer, a partir de outubro, o portal do veículo com vídeos diários.
Para nós, futuros jornalistas, resta a oportunidade de nos aperfeiçoarmos para conseguirmos um lugar neste novo mercado que surge com muitas oportunidades de empregos e bons salários, assim eu espero.
ASS: Marcelo Vilela, 6° período, Jornalismo UNA
Ótimo ter mais oportunidades de emprego para os jornalistas, mas sem o diploma regulamentado as empresas de comunicação irão colocar pra trabalhar pessoas que não tem nenhum conhecimento do meio de comunicação e ai, todos saem perdendo, os profissionais de comunicação e os internautas. Mas, os empresários como sempre ganham.
Como diz o Sérgio, falta à regulamentação.
Acredito que para noticias e informações sempre vai ter espaço para todos os meios, seja o impresso, TV, rádio, TV web, porém temos que tomar muito cuidado com o conteúdo e a credibilidade.
Falta ainda apoio dos meios educacionais, eles não estão preparando profissionais para este campo, acho que as faculdades devem começar a verificar como o mercado esta mudando e começar a evoluir com ele.
Já podemos perceber que essa demanda já está se confirmando. Na minha opinião é uma boa, mas para fazer este tipo de matéria precisarão de novos jornalistas preparados. Nessa linha que eu penso: SERÁ QUE ESTAMOS SENDO PREPARADOS PARA ISSO? espero que sim..
hehehe
Nos dias de hoje ir a banca comprar um jornal e meio utrapassado,sair na porta de casa e pegar um e mais ainda,no mundo o avanço tecnologico permite as pessoas as noticias estantaneas e com muita comodidade.
Porque falo isso a demanda do jornal impresso nos dias de hoje só vem diminuindo,no caso o Estado de Minas e um exemplo,O Tempo,Hoje em Dia, todos eles cairam muito,não vendem tanto como antes,claro que esse avanço da tecnologia prejudica mas ao mesmo tempo ajuda para que as noticias sejam mais rapidas a interatividade ainda maior e muitos outros fatores.Mas ainda a muita esperança para o impresso porque se o jornal impresso souber integrar-se com a tecnologia o avanço pode ser maior e não haverá falência do impresso basta apenas integrar-se e caminharem juntos.....
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