A curiosa mistura de humor político e assédioa celebridades do Custe o que CustarPor Marcelo Marthe - Revista Veja - Edição 2055 - 9/4/2008 - Foto Paulo Vitale
Se até há pouco tempo os humoristas do Pânico dominavam o esporte de perseguição às celebridades, agora eles têm de dividir espaço com um concorrente: o Custe o que Custar, exibido pela Band nas segundas à noite. O CQC estreou há três semanas e já deixou claro que será uma pedra no sapato da atração da RedeTV!. Na semana passada, o Pânico mostrou entrevistas da dupla Vesgo e Ceará no show do cantor inglês Seal em São Paulo. Eles abordaram as apresentadoras Luciana Gimenez e Cynthia Benini, a cantora Zizi Possi e as modelos Daniella Sarahyba e Ticiane Pinheiro. No local, trombaram com o ator-repórter Rafael Cortez, do CQC. Que entrevistou quem? As mesmas. O modo anárquico de abordar as vítimas também lembra as investidas do Pânico. No programa passado, o cineasta Hector Babenco perdeu a paciência com Oscar Filho, outro ator-repórter do CQC. Furioso em razão de uma comparação capciosa com o colega Fernando Meirelles, Babenco o golpeou com uma revista. O Pânico desbravou essa seara por aqui. Mas não se pode acusar o CQC de havê-lo imitado. O modelo é outro: uma atração argentina que está no ar há treze anos e faz sucesso do Chile à Itália.
Na Argentina, o CQC é tão popular que, em seus tempos na Presidência, Néstor Kirchner preferia dar entrevista a seus repórteres a falar com a imprensa. Na versão nacional, a direção e outros cinco postos cabem a profissionais vindos da Argentina. Eles zelam pela fidelidade ao formato: os humoristas usam terno preto e óculos escuros, a edição é ágil e os quadros são pontuados por efeitos visuais e sonoros. Eles monitoraram também a seleção do elenco. Dos sete humoristas em cena no Brasil, cinco são novatos na TV. É o caso de Rafael Cortez, que interpreta tipos como o Repórter Egocêntrico (que só quer falar de si próprio nas entrevistas). "Ele foi chamado para trabalhar na produção e surpreendeu nos testes", diz Elisabetta Zenatti, chefe de programação da Band.
O destaque do programa até agora é uma figura que prima pela estultice. No papel do Repórter Inexperiente, o ator Danilo Gentili se passa por um novato que só faz perguntas confusas. A certa altura de uma entrevista com o padre-cantor Marcelo Rossi, Gentili informou que ele tinha feito um "CD demo" – ao que o entrevistado interrompeu a gravação e tentou explicar que muita gente acharia que isso era coisa do demo. "O padre até fez pressão para não exibirmos o quadro", diz Gentili. O Repórter Inexperiente travou ainda um embate de igual para igual com o senador Eduardo Suplicy. Depois de confessar ao programa que já fumou maconha, o ex da ministra Marta Suplicy foi confrontado com uma questão enviesada: "O senhor experimentou droga, viu que não era bom e se divorciou?".
Com a chegada do CQC, podem-se comparar os prós e os contras de dois estilos humorísticos. O programa dispensa as popozudas e os quadros de mau gosto que volta e meia se vêem no Pânico. Recentemente, esse último suspendeu com um guindaste, pela calcinha, Sabrina Sato e as Panicats – a piada estúpida era flagrá-las gemendo de dor. O CQC corre o risco de derrapar se insistir em se levar a sério politicamente. Alguns de seus quadros pretendem ser reportagens-denúncia – e assim eles flertam perigosamente com a demagogia do documentarista americano Michael Moore.
Prezados, qual a opinião de vocês sobre o programa? É telejornalismo? E, após três meses depois de escrita a matéria acima, cumpriu-se o receio do seu último parágrafo?
18 comentários:
Vejo o CQC como uma evolução inteligente e bem elaborada do estilo humorístico consagrado pelo Pânico na TV. Seus produtores encontraram um caminho interessante ao juntar o útil ao agradável através da fórmula: informação + humor= audiência. É difícil dizer se o programa é ou não telejornalismo. Ao mesmo tempo em que possui caracaterísticas fundamentais ao exercício da profissão de Jornalista, como transparência e a busca pela verdade, o CQC mistura a tudo isso brincadeiras, ironias e opiniões, não fazendo uso de outras premissas importantes, como a isenção e a imparcialidade. Talvez o programa esteja criando uma ramificação do telejornalismo clássico, que busca fazer do jornalismo tradicional algo mais aberto, atraente e interessante. Se formos analisar, o papel ocupado pelos apresentadores lembra um pouco o modelo de telejornalismo americano, no qual os âncoras comentam livremente as reportagens.
Não acredito que o programa tenha pretensão de, como disse o autor da matéria, "se levar a sério politicamente". O CQC parece estar apenas se aproveitando dos últimos acontecimentos políticos e das eleições municipais deste ano para tocar em assuntos de interesse público, fazendo perguntas para as quais muitos querem respostas mas poucos têm coragem de perguntar.
O CQC é um programa que informa humoristacamente seus telespectadores. Informa e questiona. Não acho que ele seja “imitação” do Programa Pânico na TV. O tipo de humor pode até ser o mesmo, mas o CQC tem uma abrangência maior. O Pânico é mais voltado para os jovens, já o humorístico da Band atinge os jovens e os adultos.
Eu considero o CQC como um programa de telejornalismo. Mas não é um telejornalismo “normal”, desses que estamos acostumados a assistir todos os dias em vários canais de TV. O telejornalismo do CQC é um telejornalismo inteligente e só consegue entender as piadas quem está sempre ligado nas notícias.
Michael Moore? O autor do texto, Marcelo Marthe, deve ter algum problema com alguém que faz o CQC. Não tem nada a ver o tipo de denúncia que o CQC faz com o tipo de denúncia que Michael Moore faz. O CQC faz as denúncias com humor, com uma certa leveza. Eles fazem a população pensar(todos sabemos que a grande maioria da população pensa somente no que a TV mostra) sem serem chatos.
"...Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"
Pegando um gancho em Lavoisier,
concordo com a opinião dos colegas acima, mas acredito que o CQC tem "raízes" que vão além do Pânico na TV e do próprio programa argentino. Acho que o repórter Ernesto Varela, vivido pelo próprio Marcelo Tas nos anos 80, é uma boa referência desta maçaroca humorística.
Pensando um pouco sobre a questão levantada se o CQC é ou não um programa telejornalístico acho que a resposta vai muito além de um sim ou não. Para responder essa questão é necessário um análise mais cuidadosa das primícias do jornalismo:
1.levantar informoções de interesse público.
2. Compromisso com a verdade( q verdade seria essa?)
3. Ouvir sempre os dois lados da moeda... e etc etc.
Será que o CQC uma nova maneira de fazer telejornalismo utilizando ferramentas (humor, opinião aberta de seus apresentadores e etc) até então pouco utilizadas nessa prática jornalística? Ou será que o CQC utiliza a formúla Informação + Humor= audiência? (by Aurea) Passo a bola p frente...
É a velha frase nada se cria tudo se copía,jornalismo sério tradicional é feito de forma bem diferente isto todos nós já sabemos.Programas como tv pirata,caceta e planeta,turma da baixadinha,serginho groysma,pânico,e agora esse CQC são todos iguais porém com formatos diferentes.Mas por outro lado esta mistura de jornalismo humorístico parece que vem dando certo no público jovem.Quando misturamos brincadeira com informação fica dificil dar credibilidade.Sempre este formato de programa no inicio vende bem depois acaba ficando chato,aí é mais um com vida curta.
É a velha frase nada se cria tudo se copía,jornalismo sério tradicional é feito de forma bem diferente isto todos nós já sabemos.Programas como tv pirata,caceta e planeta,turma da baixadinha,serginho groysma,pânico,e agora esse CQC são todos iguais porém com formatos diferentes.Mas por outro lado esta mistura de jornalismo humorístico parece que vem dando certo no público jovem.Quando misturamos brincadeira com informação fica dificil dar credibilidade.Sempre este formato de programa no inicio vende bem depois acaba ficando chato,aí é mais um com vida curta.
O CQC é um modo diferente de telejornalismo,eles conseguem unir notícias com uma dose de humor. No programa podemos perceber a experiência e a inteligencia dos repórteres que conseguem constranger os entrevistados de uma maneira diferente dos repórteres do pânico que no meu vêr apenas fazem críticas maldosas e as vezes sem nenhuma base. No CQC eles usam informações verdadeiras sobre as pessoas e tiram dessas ações que elas cometem diversas maneiras de critica-las sem que elas possam ter tempo de pensar em algo para dizer, resumindo são críticas inteligentes.
Não acredito que o programa venha a ter uma visão politica e nem que ele possa acabar por não usar mulheres peladas e outras "baixarias", pelo contrário acho que as pessoas gostam do programa especilmente por isso, por ter uma maneira direita, o que atrai as pessoas mais velhas que gostam de respeito e atrai as mais novas por causa do humor.
Gosto muito do programa e admiro todos os que trabalham pra faze-lo, é bastante interessante.
O CQC é um programa inteligente e bem humorado que mostra uma nova forma de se discutir os fatos do cotidiano.Ele pode ser considerado uma nova forma de telejornalismo que foge dos padrões costumeiros e tenta uma nova abordagem dos fatos ao estilo Ernesto Varela.O receio do último parágrafo pode até se cumprir mas daqui a muito tempo, pois o CQC ainda não é tão polêmico e nem segue os princípios de demagogia de Michael Moore.
CQC- Custe o que Custar
O CQC faz um tipo de jornalismo humorístico onde perguntas críticas são feitas de forma direta. Os repórteres não fazem rodeios, vão direto ao ponto da informação. Usam como base principal o humor, mas não usam de apelação como o programa Pânico na TV. Abusão da inteligência e irreverência de seus repórteres.
Fogem do padrão clássico de se fazer jornalismo, mas não deixam que suas matérias tenham clareza, profundidade e informação.
Recentemente os repórteres foram impedidos de entrar nas dependências do Congresso, Câmara/ Senado, com a alegação de não serem jornalistas.
Alegação esta que caiu, pois os profissionais são formados em jornalismo.
Aí, ficou claro como o trabalho deste programa esta fazendo certo sucesso, pois incomodou os políticos que estão acostumados a responder perguntas obvias feito pelos jornalistas “clássicos”.
Não vejo o CQC como um rival do Pânico, principalmente por estarem em dias e horários diferentes, os dois programas usam do humor, mas com quadros, pautas e focos bem diferentes.
O programa CQC exibido na Tv Bandeirantes é no meu entendimento um conteúdo jornalistico.Com uma proposta inovadora,humor inteligente e um formato audacioso.A intenção é bem clara quebrar o padrão convencional e ao meu ver quadrado dos jornais exibidos nas tvs brasileiras.Aquela fórmula batida e ultrapassada do ancora sentado em uma bancada apresentando o jornal e chamando reportagens que mais parece uma linha indústrial.Todos os assuntos são tratados da mesma forma ou forma com tempo estipulado de duração dos vts.A grande sacada do programa foi atrair um público que já não interessava mais pelo impresso e nem pela tv.A fórmula de sucesso informação + Humor trouxe pretigio e audiencia para o programa.Basta lembrar que no episódio da censura do congresso e senado ditos casa do povo que proibiram a entrada da equipe para coberturas jornalísticas,a sociedade civil se mobilizou conseguindo mais de 300 mil assinaturas em um abaixo assinado para os repórteres exercer o direito de trabalhar.O CQC é um produto jornalístico e atua para o interesse público e do público cobrindo temas importantes do nosso dia a dia.Melhor ainda fazendo questionamentos que cada um de nos gostaríamos de fazer. É preciso que a produção dp programa tome cuidado para não cometer o mesmo erro que o programa Pânico na tv.Existe uma legislação de direitos e deveres dos jornalistas e nossa obrigação é cumpri-la la
O programa CQC exibido na Tv Bandeirantes é no meu entendimento um conteúdo jornalistico.Com uma proposta inovadora,humor inteligente e um formato audacioso.A intenção é bem clara quebrar o padrão convencional e ao meu ver quadrado dos jornais exibidos nas tvs brasileiras.Aquela fórmula batida e ultrapassada do ancora sentado em uma bancada apresentando o jornal e chamando reportagens que mais parece uma linha indústrial.Todos os assuntos são tratados da mesma forma ou forma com tempo estipulado de duração dos vts.A grande sacada do programa foi atrair um público que já não interessava mais pelo impresso e nem pela tv.A fórmula de sucesso informação + Humor trouxe pretigio e audiencia para o programa.Basta lembrar que no episódio da censura do congresso e senado ditos casa do povo que proibiram a entrada da equipe para coberturas jornalísticas,a sociedade civil se mobilizou conseguindo mais de 300 mil assinaturas em um abaixo assinado para os repórteres exercer o direito de trabalhar.O CQC é um produto jornalístico e atua para o interesse público e do público cobrindo temas importantes do nosso dia a dia.Melhor ainda fazendo questionamentos que cada um de nos gostaríamos de fazer. É preciso que a produção dp programa tome cuidado para não cometer o mesmo erro que o programa Pânico na tv.Existe uma legislação de direitos e deveres dos jornalistas e nossa obrigação é cumpri-la la
Bem o CQC é um progrma bem criativo, mas não o vejo como imitação do Pânico. Todos os seus integrantes tem uma bagagem bem extensa. Suas piadas são inteligentes e capiciosas. Eles procuram no programa, fazer pegadinhas com celebridades e Políticos, fazendo uma mistura de informação e humor. Dou um exemplo desta semana. O repórter Danilo Gentili pediu para Daniel Dantas conceder uma entrevista para o CQC, como ele negou, o repórter pediu que fosse por telefone, fazendo uma sátira com a CPI dos Grampos.
Bem a questão se é telejornalismo ou não terei de ficar em cima do muro também. Mas tem aparências de um novo tipo de telejornalismo. Pode até virar o programa CQC da Argentina onde até o presidente gostava de conceder entrevistas a eles.
Acho que eles estão tendo capacidades para não cometer esses erros. Sempre aparecem com quadros e integrantes novos, que fazem seus papeis tão bem quanto os outros.
Bem o CQC é um progrma bem criativo, mas não o vejo como imitação do Pânico. Todos os seus integrantes tem uma bagagem bem extensa. Suas piadas são inteligentes e capiciosas. Eles procuram no programa, fazer pegadinhas com celebridades e Políticos, fazendo uma mistura de informação e humor. Dou um exemplo desta semana. O repórter Danilo Gentili pediu para Daniel Dantas conceder uma entrevista para o CQC, como ele negou, o repórter pediu que fosse por telefone, fazendo uma sátira com a CPI dos Grampos.
Bem a questão se é telejornalismo ou não terei de ficar em cima do muro também. Mas tem aparências de um novo tipo de telejornalismo. Pode até virar o programa CQC da Argentina onde até o presidente gostava de conceder entrevistas a eles.
Acho que eles estão tendo capacidades para não cometer esses erros. Sempre aparecem com quadros e integrantes novos, que fazem seus papeis tão bem quanto os outros.
A concorrência é a alma do negocio. O progama Pânico agora tem um concorrente a altura, o prograqma CQC. Este programa mistura humor,irreverencia e jornalismo nas noites da TV brasileira e vem conseguindo altos números no Ibop, sendo considerado a nova atração jornalistica/humorista da TV brasileira.
Misturando jornalismo e humor o programa CQC tenta em suas reportagens mostrar o podre das autoridades e personalidades da Televisão.
Muitos criticam, outros dizem não se importar com o ridículo ao qual são espostas nas reportagens, mas a grande verdade é que este programa diz a verdade de uma maneira inteligente e alegre.
Eu nunca assisti ao programa CQC, mas meus colegas e a imprensa dizem que é bom e eu acredito neles.
Na minha opinião a Tv brasileira deveria criar mais uns dez programas do Tipo CQC, afinal de contas eu tô peidando e cagando para eles. Só assisto televisão na hora do jornal ou a programas de esporte.
Vejo o CQC como um programa de humor com foco no jornalismo. é totalmente diferente do Panico, pois o CQC conseguiu trilhar um caminho diferente para se buscar a verdade e divertir seus telespectadores sem usar mulheres para chamar a atenção. Ao unir informação+ humor e uma pitada de ironia, o programa consegue criticar seus entrevistados de forma inovadora.
Para mim, o CQC é um programa jornalistico, mas segue moldes completamente diferentes dos telejornais tradicionais. O CQC usa o humor de maneira inteligente, trazendo em suas reportagens assuntos voltados a politica, ao social e ao cotidiano. Usam de piadas, ironias e ate mesmo de trocadilhos para criticar e perguntar muitas coisas que quase ninguém tem coragem de perguntar.
Vejo o CQC como um programa de humor com foco no jornalismo. é totalmente diferente do Panico, pois o CQC conseguiu trilhar um caminho diferente para se buscar a verdade e divertir seus telespectadores sem usar mulheres para chamar a atenção. Ao unir informação+ humor e uma pitada de ironia, o programa consegue criticar seus entrevistados de forma inovadora.
Para mim, o CQC é um programa jornalistico, mas segue moldes completamente diferentes dos telejornais tradicionais. O CQC usa o humor de maneira inteligente, trazendo em suas reportagens assuntos voltados a politica, ao social e ao cotidiano. Usam de piadas, ironias e ate mesmo de trocadilhos para criticar e perguntar muitas coisas que quase ninguém tem coragem de perguntar.
papapapapapa
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