Façam uma análise crítica de um telejornal, usando os seguintes critérios (lembrem-se da disciplina de Análise da Mídia):
- Contextualização
- Qualidade Técnica
- Apuração e Reportagens
- Lógica da Edição Final
- Conclusão/Opinião geral
Tamanho: Acima de 2.200 caracteres (com espaço) - Prazo: 22 de junho
Coloque nome do telejornal, data e horário de exibição.
Não pode haver repetição de telejornais analisados. Cada estudante deverá fazer de um telejornal diferente.
Bom trabalho.
8 comentários:
Telejornal Analisado: Jornal do SBT – Edição Manhã – Analisado nos dias 18, 19 e 20 de junho de 2006
O telejornal analisado faz parte da grade nacional da TV Alterosa. É exibido de Segunda a Sábado, dás 7h às 8h. A abordagem dos temas no jornal é sobre os acontecimentos da madrugada, os primeiros assuntos do dia, privilegiando assuntos relacionados à saúde, educação, política e lazer, tende a mostrar aos telespectadores opções para a melhora na qualidade de vida.
Possui dois apresentadores fixos, o jornalista Hermano Henning e a jornalista Analice Nicolau. Toda a apresentação ocorre no estúdio e em um mesmo cenário. Os apresentadores permanecem sentados em cadeiras em frente a uma bancada (Padrão Jornal Nacional), trocam olhares durante as cabeças e as escaladas. São realizados vários enquadramentos durante a apresentação.
O jornal não foge do tradicional quando se fala em estrutura das matérias (off, passagem, notas cobertas etc), porém o jornal possui algumas séries especiais e como estamos perto das Olimpíadas, estão falando da China. O jornal começa com uma escalada, pontuando os principais assuntos. No dia em que foi feita a análise, percebi uma característica importante no jornal e que afirma a ênfase para a utilidade pública. Quando o jornal começou os apresentadores fizeram a escalada tradicional. As escaladas contêm flashes das matérias e pequenos trechos das passagens dos repórteres. Hermano Henning chamou a matéria que falava de saúde, de como cuidar da saúde neste tempo de frio. Esta é uma característica do jornal, que visa prestar um atendimento ao público presente. Após as matérias de política, normalmente apresentada por Hermano Henning, tem a crônica “Direto ao Fato”, que é péssima, pois pega uma pessoa estritamente técnica em política e sem traquejo para manter o telespectador grudado na tela.
Em um determinado momento do jornal, há sucessivos flashes para matérias enviadas pelas agências internacionais. Esses flashes contêm os principais fatos que aconteceram no mundo, é muito raro, mas às vezes existem alguns repórteres assinando as matérias. A maioria das matérias nacionais a figura do repórter se faz necessário para mostrar ao telespectador que o repórter esteve no local para cobrir o evento ou o fato.
As edições sempre são mais para cima e leve, para que o telespectador tenha um excelente início de dia. Mas claro que notícias de tragédias aparecem, porém no meio do jornal. Sempre no início e no final do telejornal existem matérias mas leves que tratam de assuntos de interesses público como cuidar da saúde, lazer e dicas sobre moda e beleza.
O telejornal não deixa explícita a opinião dos editores e apresentadores. Quando tem que ter alguma opinião utilizam comentaristas de um determinado assunto como na política, Porém no esporte os apresentadores deixam claras suas opiniões, isso porque o jornalismo esportivo meche com a paixão do brasileiro.
Concluindo o telejornal analisado se mostra preocupado com o interesse público. Isso faz com que a credibilidade cresça, pois comparando com os telejornais do mesmo horário, esse é o único que tentar mostrar os fatos ocorridos durante a madrugada e é o primeiro a trazer os fatos do dia que está começando sempre respeitando a capacidade crítica do telespectadotor.
Marcelo Rocha Costa
Telejornalismo II – Pr. Cláudio Márcio
Fala Brasil – Rede Record
O Telejornal atualmente é diário, de 08 às 09 horas da manhã. Sábado de 08h30min ás 09h30min
Apresentação: Marcos Hummel e Luciana Liviero
Horário
O jornal matutino da Rede Record vai ao ar quando termina o Bom Dia Brasil da Rede Globo. A estratégia é clara em não disputar com a toda poderosa Globo a audiência. O que parece é que o “Fala Brasil” vai continuar o Jornalismo, para aquelas pessoas que podem ver um telejornal até as 9 horas, o que não são muitos. Mas possui um bom público com os aposentados, donas de casa e pessoas que não têm a obrigação de sair cedo de casa.
Formato
O formato do telejornal segue bem a linha do Jornalismo Norte-americano. Ele parece com a cara do “Bom dia Brasil”, com algumas diferenças. Os dois âncoras do “Fala Brasil“ têm liberdade para comentar as notícias e fazem isso constantemente. Eles improvisam e conversam naturalmente, transparecendo uma confiança e comprometimento mútuos. Marcos Hummel é mais sério do que Luciana Liviero; Ela faz os comentários mais enfáticos, mas em matérias mais leves sorri e passa alegria e leveza. Tem muito carisma e uma voz que é adequada ao jornalismo; sua dicção é boa e ela conduz a voz com tons de ênfases em locais estratégicos da notícia. Hummel tem um tom de voz grave e sua voz é séria; matérias importantes para a sociedade geralmente são noticiadas por ele. Marcos passa a imagem do guardião dos bons costumes e virtudes. Denuncia as falhas do Estado e a emissora sempre faz matérias especiais com crises do governo: na atual semana a Matéria escolhida foi: “Saúde Pública: salve-se quem puder”. Durante uma semana uma matéria relativa ao tema escolhido vai ao ar, todo dia.
O Telejornal também tem uma sessão para as notícias do esporte apresentada por Roberta Piza; a Recorde é uma emissora em que muitas mulheres quebraram paradigmas - como o de mulher apresentar e comentar esportes. Na Eurocopa, que está sendo transmitida com exclusividade, uma mulher comenta os jogos. A qualidade técnica é boa, a vinheta com uma música que impõe, mas não agride os ouvidos. Na chamada dos comerciais, a previsão do tempo para as principais capitais brasileiras em forma de infografias.
Apuração e Reportagens
A Rede Record vem crescendo em audiência e um dos motivos principais é o seu telejornalismo. Mesmo que padrão seja o mesmo dos “American News”, o “Fala Brasil” faz matérias mais elaboras e com maior profundidade. É possível notar que algumas matérias são produzidas no contexto do Jornalismo investigativo. A qualidade do som e da imagem é boa e favorece ao telespectador.
Lógica da Edição Final
O primeiro jornal da Record tem a sua estrutura de edição semelhante à Globo, como seria esperado. Mantém um caráter de seriedade e compromisso com a sociedade e com a busca da verdade. As matérias mais importantes são exibidas com prioridade. Os apresentadores tomam posições definidas e não ficam “em cima do muro”. Também sempre estão cobrando melhor eficiência do Estado nas suas obrigações para com a população.
Conclusão
O Jornal “Fala Brasil” é um bom telejornal. Os dois apresentadores têm sintonia e conseguem informar com qualidade. Poderiam inovar mais e trazer outros formatos para dentro do jornal, mas seguem o padrão global e têm conquistado espaço e credibilidade com essa atitude. Preferem não arriscar. O ponto alto está numa boa equipe de repórteres e uma qualidade da apuração dos fatos.
Natália R. S. de Sá
Jornal Analisado:Jornal da Alterosa (1ª edição)
Canal: TV Alterosa (transmissora do Sinal do SBT)
Dias analisados: (19, 20 e 21 de junho de 2008)
O Jornal da Alterosa 1ª edição é transmitido de segunda á sábado ás 13h pela TV Alterosa, filiada ao SBT. Trata-se de um Jornal regional, que aborda assuntos variados que sejam interessantes a cidades e regiões de Minas Gerais. O Jornal tem além de sua editoria na Capital, equipes estrategicamente distribuídas em outras regiões do estado, nas cidades de Vaginha, Juiz de Fora, Ipatinga Uberaba, Divinópolis e Montes Claros. Apresenta também uma gama variada de notícias, não abordando somente um tema. O Jornal se considera um canal de expressão da população que tem espaço para expor suas dúvidas, sugestões ou reclamações a respeito de qualquer assunto.
O Jornal apresenta uma boa qualidade técnica, imagens em alta definição, bom enquadramento e posição de câmera, movimentação dinâmica e um cenário amplo e atrativo. O cenário amplo e com três ambientes, permite ao apresentador uma movimentação interessante, que tira o telespectador da mesmice de ficar preso a “bancada”, utilizada por muitos telejornais. Conteúdo do Jornal pode se acessado também pela internet, através do portal da TV Alterosa (www.tvalterosa.com.br). O vídeos lá postados não apresentam boa qualidade, mas acredito que isso seja por causa de tamanho de vídeo para ser melhor acessado na rede.
A maioria das reportagens do Jornal da Alterosa são factuais apresentando algumas matérias frias dependendo do quadro em que ela é inserida. Nota-se um cunho social na maioria das matérias e algumas contendo denúncias, abrindo espaço para que todos os envolvidos possam dar sua versão do acontecimento. Alguns comentários expressos pela apresentadora Helena Baroni, mostra que o Jornal, não é tão imparcial em relação as matéria e denúncias apresentadas. Para alguns temas abordados em reportagens são elaboradas enquetes, que permitem que a opinião pública seja mostrada e debatida.
As matérias frias apresentadas, na maioria das vezes, são relacionadas a quadros do programa, e trazem sempre especialistas para esclarecer mais sobre o assunto. Nos dias analisados pude ver alguns desses quadros e perceber algumas características.
• Agenda Cultural: é apresentada geralmente ás sextas feiras e mostra dicas culturais para o final de semana
• Coisa Nossa: apresenta características culturais do estado como artesanato, festas populares, personagens, etc.
• Educação no Trânsito: Mostra dicas de uma especialista de como se comportar no trânsito, regras de circulação e legislação.
• Estilo e Saúde: traz sempre especialistas para falar de moda, saúde e comportamento.
• Nota 10: Apresentam projetos sociais que merecem destaque por sua atuação.
• Orientação Legal: Leva um advogado duas vezes por semana para esclarece dúvidas de telespectadores sobre direito de família, leis de consumo e causas familiares.
• Receita Culinária: Ensina receitas passo a passo e disponibiliza posteriormente no site e na portaria da TV alterosa da Capital e em suas sucursais.
• Trabalho: Divulga vagas de empregos
Sua estrutura de edição é pautada em um cunho social, dando prioridade á notícias que tenham essa motivação. É um jornal diferente do padrão americano utilizado em outros jornais. Sua grade de quadros torna o jornal mais atrativo, não mostrando somente o factual e manter sempre os mesmos quadros com especialistas conhecidos já do público, aumentam a credibilidade do jornal.
Concluindo, eu gosto do Jornalismo apresentado ultimamente pelo Jornal da Alterosa. Acredito nesse cunho social e na sua lógica de edição. Eu temia que ele caísse um pouco no sensacionalismo, como acontecia tempos atrás, mas o Alterosa Urgente, novo telejornal da emissora, ficou com o papel de mostrar as matéria mais apelativas. Isso deixou o jornal mais leve, mesmo mostrando ainda reportagens de denúncia e com um forte teor emocional. O Jornal também ganhou pontos comigo por manter o seu horário e o seu estilo, não obedecendo a desequilibrada grade do SBT, sinal que transmite para Minas Gerais.
(Obs.: Professor, levarei uma cópia impressa para evitar qualquer problema com extravio de comentário)
Análise de telejornal
Jornal da Band
O jornal em questão é veículado pelo canal Band em rede nacional, às 19h20min, de segunda a sábado.
Apresentado por Ricardo Boechat e Mariana Ferrão, o jornal inicia com uma bonita abertura cheia de recursos visuais que passam ao espectador a impressão de integração entre todos os cantos do globo terrestre. O texto é bem distribuido entre os dois apresentadores, variando entre a voz feminina e masculina, com mudanças de posição entre os apresentadores e cortes de uma camêra para a outra, que não torna a visão cansativa.
As escaladas seguem o padrão praticado em outros telejornais, onda cada apresentador faz uma escalada intercalados. Durante as últimas escaladas as imagens começam no apresentador no stúdio e depois passam para o off coberto com a imagem relacionada ao assunto.
O stúdio tem como cenário de fundo a própria produção do jornal onde mostram as pessoas trabalhando. Acho que esse cenário ajuda a passar a idéia de agilidade e qualidade ao telejornal.
As matérias são bem feitas e abordam bem o assunto. São ricas em imagens com off, alguns poucos entrevistados mas pobre quando se trata de passagens do repórter, sendo uma por matéria.
Durante a chamada do apresentador para a matéria os recursos visuais são colocados ao lado de cada apresentador. E antes do intervalo os apresentadores convidam o público a aguardar a continuação do jornal apresentando as próximas matérias.
As matérias são feitas em todo o Brasil, pois ao serem veículadas aparecem nos créditos o local das imagens e a data(Brasília,hoje ou Recife,hoje...),e os repórteres variam sendo fácil perceber o sotaque diferente de cada um deles.
Conclusão: o jornal é rico, bem estruturado, utiliza recursos visuais e técnicas que prendem a atenção do público. As matérias são quentes e abordam bem os assuntos.
Telejornal escolhido: Jornal da Alterosa 1ª Edição
Exibido no dia 19/06/2008 às 13h
Vejo na TV Alterosa um jornalismo mais popular, que tem como missão, contribuir para uma sociedade justa e democrática com a produção e distribuição de informação e entretenimento.
Ao contrário da maioria das criticas é notável o padrão de qualidade da emissora, padrão ideal para agradar o seu público alvo, que obviamente não é o mesmo da Rede Globo de Televisão e demais emissoras.
Jornal da Alterosa é pra a dona de casa, para o trabalhador que está na hora do almoço, para o jovem que prefere uma linguagem mais popular. É o jornal do povo! E eu não preciso esconder o meu interesse e defesa por estes tipos de telejornais, desde que sejam feitos com qualidade e não se resumam apenas no sensacionalismo.
Relembrando:
“O jornalismo popular sempre deve ter o seu espaço; pois quebra as tradições e preconceitos da mídia.
Falar dos menos favorecidos de fato chama à atenção do Ibope, mas também, incomoda as autoridades e não deixa de ser uma forma de conscientização.
O que seria do Brasil sem programas populares sendo que 90% da sua população são de classe média ou baixa?
Jornais deste tipo, abrem espaço para a denúncia, realidade, cultura, entretenimento...sensacionalismo? Sim, também! “Mas, continuo aprovando telejornais deste tipo, desde que tudo seja utilizado na medida certa.” (Rúbia Lisboa no comentário sobre o Aqui Agora no blog UNA TJ II)
Críticos a parte, concordo plenamente com o texto institucional que está no site da TV Alterosa:
“Promover e defender os interesses e valores de Minas Gerais, estimular o desenvolvimento e a educação, apoiar a livre iniciativa e debater os grandes temas nacionais. Sendo que os valores são: Ética.Transparência. Inovação. Valorização das pessoas. Competitividade empresarial. Excelência em resultados.”
No programa avaliado, nota-se claramente todo um conteúdo mineiro: fala-se das cidades de Minas, da nossa cultura e culinária. Tem um bloco de prestação de serviços que mostra vagas de emprego por exemplo. Preocupa-se com o social destacando programas, instituições e ações que zelam pela cidadania.
Dessa forma fica mais simples de compreender a metodologia usada na apuração e nas reportagens. São escolhidas matérias que oferecem informação, cultura, entretenimento, e ainda, é claro um espaço para expressão da população.
Não tenho muito conhecimento da parte técnica, mas questões de enquadramento, áudio, off adequados para o tema...pra mim estão todos pertinentes e com qualidade notável. Na matéria sobre acidentes de trânsito, por exemplo, foi muito profissional do câmera men, parar a filmagem com entrevistado para flagrar uma porta de madeira caindo no meio do anel rodoviário de uma carroceria de um caminhão. Óbvio que a edição segue a risca, mas as passagens e os cortes estão todos adequados e quase no mesmo nível da concorrente.
Por fim, a lógica da edição final, com certeza visa audiência. Todo mundo quer saber como andam as estradas, como foi o jogo Brasil x Argentina, se a jornada de trabalho vai ser reduzida ou não. Sem contar programas que mostram o protesto da comunidade tal, o homicídio do bairro x, a alta do preço dos alimentos, o projeto vila viva, enfim: “A TV Que O Mineiro Quer Vê...” Essa é a lógica! Quem não quer ver?! Muda de canal! Para os da TV a cabo de preferência, porque a TV aberta brasileira está toda no mesmo patamar se analisarmos mais profundamente. Mas essa parte, deixo para os intelectuais do ramo.
Conclusões Finais:
O jornalismo popular deve ter o seu espaço? Sim! Deve defender os menos favorecidos, fazer denuncias, mostrar o lado do Brasil que sempre é menosprezado? Claro que sim!
Mas repito: tudo deve ser feito na medida certa. E voltando no exemplo do Aqui Agora, esse é o jogo de cintura que o Jornal da Alterosa tem, está de bom tamanho!
Continuo acreditando que tem como fazer este tipo de trabalho sem descer o nível da qualidade; sem apelações! Afinal de contas as notícias ali tratadas são fato, é a realidade de muitos cidadãos mineiros que querem ter seu espaço para denunciar as injustiças e desigualdades sociais, por exemplo. E isso é o que mais encontramos em Minas e no Brasil.
O Jornal da Alterosa mescla tudo isso, não se acomodou só no sensacionalismo. Tem mais para oferecer e com isso garante o segundo lugar na audiência. Pode melhorar muito ainda, mas já considero um bom exemplo!
Por Rúbia Lisboa
Sou fã dos programas mas aqui parece ter alguem que regula a recepcão do canal e, gosta da concorrente GLOBO, assimque cai o sinal imediatamente ele volta será complô contra nós ou a emissora?
Aguardo resposta.
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