Da Redação do Último Segundo - www.ultimosegundo.ig.com.br - 16/04 - 08:13, atualizada às 18:46 16/04 - Agência Estado - foto: idem/divulgaçãoSÃO PAULO - O jornalista Roberto Cabrini, de 47 anos, que trabalha na TV Record, foi detido com cocaína nesta terça-feira à noite, por policiais civis, no Parque Santo Antônio, na capital paulista. Cabrini estava acompanhado de uma mulher, identificada como Nadir Dias, que disse ser namorada do jornalista. Na manhã desta quarta-feira, ele foi transferido para o 13º Distrito Policial.
Cabrini estava em seu carro quando foi parado pela polícia, que encontrou com ele 10 papelotes de cocaína. Aos policiais, o jornalista afirmou que fazia uma reportagem investigativa sobre tráfico de drogas e por isso estava utilizando seu próprio carro. O jornalista contou ainda que um produtor e o cinegrafista estavam em outro carro, também descaracterizado.
O casal foi encaminhado ao 100º Distrito Policial, do Jardim Herculano. Cabrini prestou depoimento durante toda a madrugada. O produtor e o cinegrafista também teriam prestado depoimento.
Ao deixar o distrito policial, a suposta namorada do jornalista disse que, quando ambos foram parados, seguiam para a chácara dela.
Prezados colegas, façam sua avaliação sobre o caso, de forma verdadeiramente jornalística (portanto, sem se contaminarem pelas 'técnicas da fofoca' e, se necessário, fazendo sua própria investigação).
6 comentários:
Não sei se é conveniente, levar uma namorada, que em nenhuma reportagem que pesquisei, disse que ela trabalhava com ele ou é jornalista. Em seu depoimento a acompanhante se declarou amante de Cabrini. Depois, a Folha de São Paulo, publicou uma notícia dizendo que Cabrini declarou que essa mulher que o acompanhava, era uma fonte importante para sua matéria.
O Jornalista declarou á imprensa que a Policiais Civis, que haviam o abordado no trajeto, quando ia fazer a tal matéria, plantou essa cocaína no carro dele, e afirmou: "Não fizeram isso comigo de graça. O que existe por trás (da prisão) é grande. Estamos falando de gente que mata"
Sobre o vídeo de Cabrini se drogando, o advogado de defesa afirma que o jornalista teria sido obrigado a usar pela acompanhante.
Acredito que muitas informações não se encontram, e a cada momento fica mais complicado Roberto Cabrini se justificar. Se isso tudo foi uma armação, foi muito bem feita. Espero como futura jornalista que seja realmente uma armação contra o jornalista, pois usar a profissão para camuflar um crime é vergonhoso.
Resta-nos assistir o depoimento que Cabrini dará na Record, ainda sem data definida, e tirar nossas próprias conclusões.
O caso de Roberto Cabrini merece ser investigado de forma isenta. Uma pessoa de razoavel informação, sabe que Cabrini é um repórter que já participou de grandes casos, como a entrevista feita com PC Farias em Londres, quando toda a Polícia Federal estava atrás do banqueiro de Collor. Cabrini é uma pessoa de muita credibilidade , não só no meio Jornalístico, como também com o seu público. O site O IMPARCIAl ONLINE DIZ :
"Cabrini disse, em carta enviada à imprensa, que é “vítima de armação”. O bilhete, escrito à mão pelo jornalista, foi entregue pelo repórter Carlos Cavalcanti (do extinto “Aqui Agora”), que é amigo de Cabrini, a jornalistas que estavam no 100º Distrito Policial. Na carta, Cabrini diz: “Estou sendo vítima de uma armação, em virtude de estar investigando assuntos que incomodam a muitas pessoas”. O jornalista ainda afirmou que vai proteger suas fontes. “Apesar de tudo, comunico que sempre protegi e protegerei minhas fontes, afinal, considero o respeito entre fonte e jornalista um dos princípios mais sagrados da minha profissão”, escreveu.
O caso deve e merece ser apurado com imparcialidade e lisura, não só pela condição de homem público de Cabrini, como para se averiguar as acusações que ele está fazendo. A própria Rede Record confirmou que ele estava fazendo uma matéria investigatiga. mas daí a estar com dez papelotes de cocaína..., é bem diferente. Mas o importante é que a verdade apareça e a justoça feita;e se provada a sua culpa, deve pagar pelo seu delito, como qualquer cidadão comum.
a folha online dá mais detalhes:
"17/04/2008 - 20h37
Roberto Cabrini deixa prisão em SP e agradece apoio
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LUCIANO DURIGAN
Colaboração para a Folha Online
O jornalista Roberto Cabrini foi libertado na noite desta quinta-feira, após receber o relaxamento da prisão em São Paulo. Com a decisão, a Justiça descarta a possibilidade de que Cabrini seja realmente um traficante. Veja vídeo.
"Eu não vou falar agora. Eu gostaria de agradecer o carinho de todos vocês. Eu pretendo dar detalhes depois com mais calma. Eu pretendo falar sobre tudo isso. Evidentemente há uma série de coisas [sobre] as quais eu não estou feliz, mas nesse momento eu quero dizer para vocês que vou continuar fazendo o meu trabalho da mesma forma e com mais coragem ainda", disse Cabrini à Folha Online na saída do distrito.
Cabrini deixou o 13º Distrito Policial, localizado na Casa Verde (zona norte), às 20h32, acompanhado dos advogados Renato Martins e Alberto Zacharias Toron.
Sergio Alberti /Folha Imagem
Jornalista Roberto Cabrini deixa prisão do distrito policial na noite desta quinta-feira
Jornalista Roberto Cabrini deixa prisão do distrito policial na noite desta quinta-feira
O jornalista foi detido no início da noite da última terça-feira (15) no bairro Jardim Herculano (zona sul) com dez papelotes de cocaína, ele foi inicialmente encaminhado ao 100º Distrito Policial, que atende aquele bairro, e transferido ontem ao 13º Distrito Policial.
O jornalista estava na companhia de uma mulher, a comerciante Nadir Dias da Silva, 50, que Cabrini informou ser uma fonte em depoimento à polícia e nota veiculada para a imprensa.
Silva levaria o jornalista a ter acesso a um material que comprovaria que a polêmica entrevista realizada em maio de 2006 com Marcos Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa PCC, foi verídica, segundo Cabrini. Em seu depoimento, Silva alegou que ela era amante do jornalista.
Sergio Alberti/Folha Imagem
No veículo de Cabrini havia dez papelotes de cocaína; jornalista diz que foi armação
No veículo de Cabrini havia dez papelotes de cocaína; jornalista diz que foi armação
Toron disse que Silva ameaçava Cabrini e que a investigação deve provar que o flagrante foi forjado. Para o advogado, as declarações de Silva não devem ser tomadas em conta.
Recém-contratado pela Record, Cabrini passou pela Band e Globo, foi correspondente de guerra e apresentador de telejornal.
A Record informou que estava ciente de que Cabrini realizava uma reportagem sobre tráfico de drogas e deslocou advogados da emissora para o caso.
O Sindicato dos Jornalistas publicou ontem uma nota de apoio ao jornalista. Hoje, o presidente da Associação Paulista de Imprensa, João Baptista de Oliveira, foi ao distrito policial levar uma carta para o jornalista.
Cabrini, em seu depoimento, disse que foi obrigado a consumir cocaína diante de Silva. Um vídeo teria sido feito. Toron afirmou não temer que o material vaze.
Leia mais
Na primeira página que aparece no Google referente ao assunto, só encontramos a reprodução do fato da mesma forma que está neste blog. Ninguém entrou em detalhes mais profundos...
Já no site do G1 a manchete é que Cabrini teria sido vitima de uma armação. Um video já mostra ele consumindo a droga!?!?
Há muitas contradições...se ele de fato estava fazendo uma matéria investigativa, estava consciente das possíveis consequências que isso poderia causar. São ósseos do oficio!
Agora se for uma questão pessoal, acho que ele deve ser tratado como qualquer outro cidadão. Será lamentável? Claro que sim! Cabrini é renomado, tem curriculo...é exemplo!
Então de duas uma: ou ele acaba sua “investigação” e publica mais uma grande matéria como sempre fez e muito bem. Ou ele se torna o investigado e da um péssimo exemplo para seus seguidores.
Nos resta esperar o resultado das transações. A imprensa deve continuar relatando os fatos verídicos sendo 100% isenta. Jamais deve destruir a imagem de um grande profissional, como já fez em outros casos (jornalísticos e esportivos por exemplo)e muito menos deve tampar o sol com a peneira.
Diga a verdade, doa a quem doer!
Rúbia Lisboa
Este caso se assemelha um pouco com o do Casagrande.
Pessoas públicas que se envolvem com esse tipo de problema precisam assumir os riscos de ter a vida pessoal divulgada na mídia. E ter consciencia de que são 'exemplo' para uma sociedade. E nesse caso, exemplo negativo. Portanto a imprensa acaba tendo que divulgar.
Como disse a Rúbia o caso não foi tratado em profundidade. Até mesmo porque não há necessidade. O papel da mídia é informar apenas o que for relevante e não ficar especulando.
Roberto Cabrini libertado da prisão no Brasil por causa do apoio
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Uso da profissão para encobrir um crime é vergonhoso.
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