segunda-feira, 7 de abril de 2008

Caso Isabella

Prezados colegas,

Façam uma análise de como tem sido a cobertura nos telejornais para o caso Isabella. Dêem exemplos ("no Jornal Hoje de 7 de abril, a abordagem foi..."), analisem pontos positivos e negativos e como, na opinião de vocês, deveria ser a condução das pautas e reportagens.

8 comentários:

Anônimo disse...

Caso que realmente comove a opnião pública, porém o uso da mídia em estar focando pessoas de classe média alta é que dá ibope. Os crimes de omissão das autoridades públicas aos menores abandonados não dá ibope "não dá retorno financeiro aos grupos economicos donos da mídia"!
Enquanto a populção não esclarecida for manipulada pela mídia o lucro é certo.

Daqui algum tempo toda população brasileira não lembrará DOS FATOS.

Enquanto os casos Isabella e daquele menino no Rio arrastado pelo cinto de segurança dão lucro os menos FAVORECIDOS QUE MORREM SEM QUE SEJAM PUNIDOS OS CULPADOS, E QUE NÃO DÁ LUCRO MOSTRA A CIFRA NEGRA DE NOSSA MÍDIA.

NÃO VEJO SENSO DE JUSTIÇA, ÉTICA , MORAL , E REPEITO A TODOS SERES HUMANOS DE NOSSO MEIO DE COMUNICAÇÃO.

VEJO OPORTUNISMO DE MOMENTO, O SHOW ROMANO (PÃO E CIRCO) AOS TELESPECTADORES MANIPULADOS (PUPPETS) PELA MÍDIA, PELA RELIGIÃO, PELO ESTADO.

TÁ TODO POVO BRASILEIRO NO MOMENTO ENTORPECIDO PELO CASO ISABELA " ESTERIA COLETIVA DE JUSTIÇA¨.

ENQUANTO OS PODERES EXECUTIVO, LEGISLATIVO, JUDICIARIO SE SENTEM ALIVIADOS PODENDO MANIPULAR SUAS OBSCURAS AÇÕES EM FAVOR DE POUCOS PREVILEGIADOS.

o CASO DAS CÉLULAS TRONCO, JÁ PASSOU OS 30 DIAS E NADA DO MINISTRO DIREITO DO STF DAR SEU PARECER BASEADO EM SUA CRENÇA RELIGIOSA CATÓLICA (MALLUM MALIFICARUM). o MIOPE DIREITO ENXARCADO DE DOGMAS ULTRAPASSADOS DE UMA IGREJA CADUCA QUE NOS IMPÕE UM DEUS INQUISITIVO.

MIDIA HOJE É QUE DA LUCRO.

Flavia Marques disse...

O caso Isabella tem me lembrado o caso João Hélio. A mídia comenta e divulga notícias até esgotar o assunto. Agita toda a sociedade e depois o assunto some como se nada tivesse acontecido.
Tivemos alguns debates em sala com o professor Paulo Carvalho de GEI e discutimos se certas informações, mesmo antes de serem totalmente confirmadas deveriam ser divulgadas. Por exemplo, no dia do ocorrido divulgam que a garota foi jogada do sexto andar do prédio. No dia seguinte dizem que ela pode ter caído. A mídia fica se retratando todo o tempo. Publica uma informação aqui e outra ali. Corretas ou não, pense não como um jornalista, mas como uma pessoa comum. Você não gostaria de acompanhar TODA a história, mesmo que os fatos não sejam 100% concretos? Devemos lembrar que os jornalistas muitas vezes dependem do trabalho da polícia para repassar as informações. Só acho que estas deveriam ser divulgadas com um pouco mais de cuidado quando ainda precisam de confirmação.
Se for de interesse público e não DO público, tudo deve ser divulgado. Mas é claro, como eu disse com critérios. A matéria além de ser bem apurada deve ser bem escrita, pra que depois não precise de 'erramos' ou de retratação.
E é bom evitar a comoção, como sempre fazem e já fizeram nessa matéria:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL388818-5605,00.html
E esse é o tipo de matéria que se preocupa com a divulgação das informações, mede bem as palavras:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2729317-EI5030,00.html

Anônimo disse...

A mídia esta criando uma novela com o caso. Já caiu no rídiculo. Cada novo episódio do caso parece mais um capítulo final da novela das opito da Globo. A imprensa mostra a total falta de ética que existe. Desde o início do caso oa jornais quase davam como culpados o pai e a madastra de Isabela Nardoni. No dia 16 de abril o Jornal O Tempo coloca como manchete: Pai e Madastras são culpados. Uma total falta de respeito a constituição que diz que uma pessoa é inocente até que se prove o contrário. A polícia esta pensando em indiciar o casal, porém ainda depende das analises do IML. Nós jornalistas temos que ter cuidado com esse tipo de caso, por isso esta se tornando um caso da Escola de Base em São Paulo.

Marcelo Rocha Costa disse...

O caso Isabella chocou a população por ser uma violEncia contra a criança. Mas algumas análises são bem -vindas:
1)A maioria da Mídia optou pelo jornalismo marron. O grande Ibope que o caso teve fez com que que programas como o de Sônia Abrão, Olga Bongiovanni e Superpop, da Luciana Gimenez, explorassem o tema á exaustão do telespectador; a pergunta que não cala: Por que a mídia só se interessa por violência contra as classes mais favorecidas? se Isabella não pertencesse a uma classe média-alta, seu caso teria tanta cobertura por parte dos veículos? Em Ribeirão das neves uma menina foi morta e seu pescoço foi quase seccionado pelo agressor . a mídia não se intertessou porque a menina é de classe miserável. Pobre não dá audiência!!
abaixo uma opinião do estadão
ASO ISABELLA
O crime e o inquérito midiático

Por Luiz Leitão e Roberto Wanderley Nogueira em 15/4/2008

O site do Estadão exibe a foto com sintomática legenda: "Pai de Isabella tenta `driblar´ a imprensa à saída da prisão". O termo entre aspas como que ironiza a situação, dada a impossibilidade de um homem que nem acusado formalmente é, escapar do assédio dos repórteres.

A mídia dá o costumeiro destaque a temas que suscitam o clamor popular, mas é de se perguntar se todo esse frisson em torno do bárbaro caso do assassinato da menina Isabella Nardoni não está sendo exagerado pelos próprios meios de comunicação. Os textos e falas transpiram uma ansiedade que não se nota nem nos protagonistas da tragédia; a própria mãe da vítima tem estado serena e se absteve de fazer comentários e julgamentos.

Os repórteres e âncoras repetem exaustivamente as falas de testemunhas, promotor, delegados e outros envolvidos neste caso que deveriam, em respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência, evitar dar declarações apressadas sobre o andamento das investigações, do tipo "provas ligam casal às agressões", como fez o promotor, em deplorável atuação.

A esmagadora pressão da mídia pode perfeitamente ter influído na decretação da prisão preventiva dos... o que são mesmo o pai e a madrasta de Isabella? Indiciados? Não. Denunciados? Também não. São suspeitos, ou averiguados. Uma prisão injusta, apressada, ilegal; tanto assim que o Tribunal de Justiça concedeu liminar, em belo, longo e bem embasado despacho do desembargador Canguçu de Almeida.

"Demanda artificial"

Não foram só estes dois as vítimas do furor midiático dos editores das seções policiais; um pedreiro que chegou a integrar o rol dos suspeitos disse, às lágrimas, que estava sendo chamado de assassino por vizinhos depois que apareceu na televisão.

Não foram poucos os editoriais que criticaram, há algum tempo, a pirotecnia das ações da Polícia Federal, que na nova gestão tem se pautado pela discrição, raramente divulgando nomes e imagens dos presos em suas operações. Agora, em copiosas manchetes e reportagens repetitivas, a mídia faz muito pior. O Estadão chegou ao requinte de publicar (12/4, pág. C-4) o endereço do avô paterno da vítima, onde ficarão hospedados os acusados.

Mas a televisão, o rádio e os portais dos jornais agem como se estivéssemos vivendo uma calamidade pública, praticamente em regime de plantão – a Folha Online com a chamada "urgente" para noticiar a soltura do casal Nardoni. A mesma Folha informa que os peritos têm trabalhado "com apreensão" em virtude da repercussão do caso, o que pode levá-los a cometer erros.

O público quer, evidentemente, ser informado, mas é de uma clareza solar que a imprensa, de certa forma, cria uma espécie de "demanda artificial" por uma enxurrada de notícias, especulações e depoimentos, quando as manchetes poderiam ser mais frugais.

2) o caso virou uma mini-série de teor essecivamente dramático. A população clama pelo culpado ou culpados. perdeu-se a noção de racionalidade. As pessoas me parecem sedentas por vinganças:vejam a opinião de Júlio Moreira
Para psiquiatra, caso Isabella vira ´minissérie´

Qua, 16 Abr, 10h09

Julio Moreira*/Especial para BR Press (São Paulo, BR Press) - Um dos sintomas de que a imprensa perdeu o controle de uma cobertura jornalística é quando ela passa a noticiar a própria cobertura. Explico: no último sábado (12/04), o Jornal Hoje, da TV Globo, exibiu matéria mostrando o tamanho da cobertura que a imprensa dispensa ao caso Isabella.
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Tancredo e Ayrton

A demanda do público telespectador era tanta, que o Jornal Hoje foi fazer matéria da própria cobertura. A reprotagem, feita pela repórter Glória Vanique, mostra com exatidão a quantidade de jornalistas, repórteres cinematográficos e fotógrafos que trabalham no caso. Algo comparável com a cobertura da doença e morte de Tancredo Neves e com o enterro de Airton Senna.

A matéria da Globo também foi ouvir as pessoas que se aglomeravam na porta de delegacias e nas proximidades das casas dos familiares da vítima: "É uma mistura de curiosidade, para saber novas notícias, e do próprio movimento na rua", disse um vizinho.

Mas foi a entrevista com um psiquiatra o que mais nos aproxima da realidade, quando tentamos entender o que se tornou o caso Isabella. "Este episódio se assemelha a uma minissérie. Todos os dias, nós temos um capítulo. As pessoas ficam aflitas, ansiosas em acompanhar dia-a-dia o que está acontecendo. Há uma confusão muito grande entre o que é fantasia e o que é realidade", diz o médico João Augusto Figueiró.

Pergunta que fica: isso é uma consequência da cobertura da mídia ou uma questão natural de curiosidade humana? E a agressividade das pessoas que se aglomeravam em frente à delegacia e quase lincharam o pai e a madrasta da menina? Um matéria explicando este fenômeno, sim, seria interessante.

(*) Julio Moreira é jornalista, diretor de vídeos e professor universitário. Trabalhou na TV Manchete, SBT e Record.

Natália de Sá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Natália de Sá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Natália de Sá disse...

O assunto estpa sendo divulgado á exaustão na mídia.
Cada novo passo na investigação começa o circo de programas e canais diputando "quem noticiou primeiro".

Acho que o assunto já deu o que tinha que dar, e só venham me falar quando o caso tiver concluído.

Hoje vi que canais de notícia como Record e Globo News, passaram o dia por conta de cobrir a Reconstituição do Crime por mais de 8 horas...pasmem!!!

Mas confesso que me acabei de rir quando o Datena ficou se vangloriando por ter sido "imparcial" durante sua cobertura, mas colocou no ar o depoimento de uma promotora que chamou o acusados de Montros e os demais entrevistados não fugiram muito disso. Imparcial né? Isso pra mim é usar pessoas que só falam o que o Jornalista quer...isso é IMPARCIALIDADE??

E a entrevista na que a globo passou como o Nardoni e a Jatobá??
Que aguentou ver na íntegra? E pra que tudo aquilo? Se falaram sempre as mesma coisa...." A gente amava a menia" "A Isa era tudo pra gente" e blá blá blá...

Todos jornais que vi até agora, apelaram para o sensacinalismo para cobrir o caso (até mesmo os que se vangloriam que não).

Uma única matéria que vi considrei pé no chão. Ela foi transmitida pela Globo News, se não me engado e reproduzida também no fantástico.
Nela foram mostrados outros casos de crianças que sofreram violência doméstica e não firam amplamente publicadas como o caso Isabella. A


Agora, só quero ouvir falar desse caso quando tiver encerrado! E como João Hélio (quem?) esqueceremos logo esse caso. Brasileiro tem memória curta.

Anônimo disse...

Enquanto a culpa não for cabalmente comprovada prefiro acreditar na inocência. As leis precisam ser respeitadas e quem dará a palavra final será a Justiça.
O caso Isabella está provocando uma comoção pública que há muito não se via neste País, graças a exploração da mídia sensacionalista, embalada pelo prejulgamento também pelas autoridades policiais e pelo promotor público que cuida do caso, empolgados pelos holofotes.
Fizeram de tudo para tentar a confissão espontânea, até mesmo forjando o resultado da perícia técnica. Mais isso pode, não é mesmo!
A histeria coletiva deste caso tomou conta de uma forma tal, que já se acredita no complô de toda a família Nardoni, que estaria compactuando com o assassinato da neta para proteger o filho e a nora.
Como se pode pensar desta maneira se nem mesmo foi comprovada a autoria do crime? Pode até ser verdade, mas primeiro venham as provas incontestáveis.
Todos acham estranho o comportamento do casal "condenado" e ninguem comenta a frieza e o comportamento atípico da mãe, e que ainda vive seu momento de celebridade ao lado de artistas.
Sou pai e minha esposa foi madrasta de quatro. Quanto risco correram meus filhos!...
Cautela, minha gente, muitos séculos já se passaram da época da inquisição!...