domingo, 18 de novembro de 2007

Record pode investir R$ 500 mi em TV por assinatura

Da Redação do site Comunique-se - www.comunique-se.com.br - 1o. Caderno - 12/11/2007

Além do padrão Globo de qualidade na programação, a Record estaria interessada também em seguir o modelo de negócios de sua maior rival. Segundo a edição desta segunda-feira (12/11) do Relatório Reservado, a recente estréia da Record News em canal aberto disfarçaria o início de uma investida da emissora de Edir Macedo na área de TV por assinatura, ramo no qual o bispo e empresário estaria disposto a investir R$ 500 milhões.

Da mesma forma que a emissora do Jardim Botânico, dona da Globosat e da Net, Macedo vai investir no binômio programadora e operadora. A Record criará uma empresa para cuidar da montagem de novos canais – já estão em gestação um especializado em esportes e outro em variedades culturais.

Paralelamente, Macedo sonda o mercado com o objetivo de comprar uma operadora de TV por assinatura. Sondou a Big-TV, empresa controlada pelo Grupo Alusa, com atuação no interior de São Paulo, no Paraná e no Nordeste. Outro alvo é a Viacabo, operadora com sede em São José dos Campos e presente em oito estados. A companhia é controlada por um grupo de investidores brasileiros e pelos credores da norte-americana Adelphia.

Não será um investimento solitário. Macedo estaria esperando contar com um fundo de investimentos ligado a igrejas evangélicas norte-americanas, com o qual vem mantendo tratativas desde o início do ano.

Esta negociação incluiria a criação de uma holding e a abertura de capital desta nova empresa, condição imposta pelos norte-americanos para participar da operação. Além dos canais e da operação de TV por assinatura, esta espécie de "RecordPar" passaria a englobar a Rede Record, as emissoras de rádio do grupo e o jornal Folha Universal.

Procurada pela reportagem, a Record afirma que não se pronuncia sobre o assunto.

Prezados, essa é uma boa ou má notícia para vocês? Qual a análise crítica que vocês tem sobre o assunto?

21 comentários:

Luis Felipe P de Lima disse...

Ótima oportunidade para novos profissionais, excelente investimentos para a democratização e mais uma empresa forte no Brasil. A corrida da Record para desbancar a Globo está beneficiando muita gente e o Brasil também. Quem sabe o brasileiro vai se ver sozinho e não pela Globo.
Uma ressalva: Caros colegas que criticam o bispo e os evangélicos favor não enviarem seus curriculos e deletarem esta informação para vocês. Este notícia não serve para vocês.

Fernando Zuba disse...

Todo e qualquer investimento que se faça em veículos de comunicação é importante para o meio jornalístico. Evidente que, monopolizar está fora de cogitação. Entretanto, se ao invés de uma gigante nas telecomunicações, ou nos conglomerados impressos e radiofônicos, tivessemos seis ou sete, disputando as melhores matérias, os melhores profissionais, conteúdos segmentados e/ou direcionados, todos, tanto a classe de jornalistas como a sociedade seriam beneficiados.

Grazielle disse...

Essa disputa de poder está beneficiando os telespectadores, que ganham programas de entretenimento e jornalísticos, cada vez com mais qualidade. O investimento que a emissora Record esta fazendo é excelente e abrirá um leque de oportunidades para muitos e futuros profissionais.
O que não pode acontecer é as emissoras ficarem monopolizadas e concentradas apenas no poder de uma empresa.
E que este investimento possa ser realizado em beneficio do Brasil e da sociedade em geral.

EUGÊNIO disse...

EU PENSO QUE VAI SER EXELENTE PARA O ASSINANTE PORQUE A PROGRAMAÇÃO DA NET ESTA MUITO RUIM, COM REPETIÃÇO DE FILMES E PROGRAMAS JORNALÍSTICOS.
COM A ENTRADA DE UMA NOVA EEMISSORA CONCORRENTE,COM UMA PROGRAMAÇÃO MELHOR, A NET SERÁ OBRIGADA A MELHORAR A PROGRAMAÇÃO PORQUE SENÃO ELA VAI SER ABANDONADA POR SEUS ASSINANTES.
SERÁ MUITO BOM TAMBÉM PARA OS PROFISSIONAIS QUE TRABALHAM NESTA ÁREA.CONCORRÊNCIA GERA MAIS EMPREGOS E MELHORES SALÁRIOS.

Bete disse...

Acredito que será em benefício de todos, tanto para os profissionais que terão novas oportunidades de mercado e quanto para os consumidores que terão opções de escolhas nas programações que praticamente são dominadas pela Globo. O monopólio será quebrado. Quando você é único, qualquer coisa é aceitável, pois se o telespectador não gostar ele só pode desligar, não pode mudar de canal. E com a concorrência, acredito que haverá um saudável embate na disputa pelo título de melhor canal de jornalismo do Brasil.

Poliana disse...

A proposta é interessante do ponto de vista das novas oportunidades que serão abertas e também porque mais possibilidades de programação jornalística e entretenimento surgirão. Acho louvável a iniciativa, mas espero que a discussão em um âmbito geral, vá além da religião e se importe mais com o conteúdo a ser veiculado.

cristiano Machado disse...

Não é um investimento tão alto assim e, para uma visibilidade relativamente pequena, oito estados e o interior de São Paulo, acho pouco para brigar com as Organizações Globo. Mas se de fato o bispo investir nessa TV por assinatura, vai criar mais alguns postos de trabalho, para um mercado enxuto como o de TV. No mais eles vão ter correr de muito, para chegar ao nível das Organizações Globo. Vamos torcer para que eles entrem com toda força.
Cristiano Machado

wilson disse...

Vejo com moderação e cautela este investimento da Record neste novo empreendimento. É público e notório que a Record copia o estilo de produção da maior emissora do País, a Rede Globo. Isso não é crime, é até aceitável. O que a Record não pode esquecer, é que a Globo só chegou a onde está graças ao talento e profissionalismo de seus funcionários. Por isso o assedio aos melhores funcionários da Rede Globo continua. Não basta ter os melhores profissionais e serem “bem pagos”, tem que saber cuidar desses funcionários e sempre o motivando, algo que a Record não tem entendido. As reclamações por tratamento e infra-estrutura nas produções da segunda emissora do país é a bola da vez. Então, eu concluo, a Rede Record tem que consolidar sua posição no mercado, com produção de 1ª. Linha e ambiente favorável ao trabalho, depois copiar novamente as Organizações Globo. Terá que garimpar outros profissionais talentosos no mercado. Só dinheiro não basta, equipamentos de ultima geração não funcionam sozinhos. Abrir canais a cabo para apenas fazer “número” e exibir que está “competindo” não vem a ser um futuro mercado de trabalho promissor, será um laboratório. Por isso eu acho que a Record realmente entre no mercado de TV por assinatura quando acreditar e estiver preparada, ou os canais da "RecordPar" serão iguais a esse monte de lixo que vemos em nossa Rede a cabo.

Fernanda disse...

Como já foi dito pelos colegas, concordo que a abertura de novos postos de trabalho é sempre uma boa notícia. Além disso, a Globo sempre deteve a maior fatia da audiência nacional e concorrência também é sempre algo positivo. Uma nova empresa para competir com a Globo a cabo é uma forma de aumentar a qualidade de sua programação. Temos visto os esforços da TV Globo para não perder audiência para a Record e isso tem melhorado o nível das produções de ambas empresas. O interessante seria que tivéssemos várias Tv e redes a cabo de grande porte e de grande qualidade, pois assim o público sai ganhando e os profissionais de comunicação também.

Nathalia Rodrigues disse...

Sem dúvidas, como já foi dito, é uma oportunidade a mais para quem deseja atuar no telejornalismo. O que não pode acontecer é deixar que esses canais que estão surgindo se espelhem nessa velha programação, ou que usem os velhos clichês para preencher a programação. Melhor ainda é se Record, com esse investimento, consiga superar a Globo em termos de qualidade de programação. A disputa que pode se formar entre as emissoras só fazem aumentar a qualidade dos produtos gerados por elas, assim, quem ganha é o telespectador.

Anônimo disse...

CORREÇÃO:
no lugar de "Melhor ainda é se Record"... leia: melhor ainda seria...

Thiago Macedo disse...

Qualquer tipo de investimento que seja feito no cenário da comunicação nacional é sempre bem-vindo para nós futuros comunicólogos. Em específico nos veículos de comunicação seria de grande ajuda para o jornalismo, considerando que mais empregos seriam gerados e a possíbilidade de trabalho em uma grande emissora de TV aumentaria consideravelmente. Sinceramente, sei que somos estudantes e futuros profissionais pensantes, mas não cabe a nós decidir se seria certo ou não, podemos fazer melhor, pensar em como isso ajudaria ou não o jornalismo no Brasil.

glauco vargas disse...

É sempre bom a concorrência. Teremos mais um campo e os telespectadores mais espaço de informação e entretenimento. Mas é preciso ficar atento para não acontecer o mesmo que ocorreu quando da entrada da Globo nesse meio. Não se programaram como deveriam e a GloboPar teve sérios prejuízos financeiros, afetanto até mesmo a Rede Globo de Televisão, que em determinado momento foi desligada do grupo para se manter como uma empresa estável economicamente, o que pode vir a acontecer também com a Record. Vamos aguardar para ver onde vai dar mais esse empreendimento.

beckiene disse...

O fato de investir dinheiro ainda não tem um peso tão grande. Afinal o SBT já investiu tanto no jornalismo e até agora não conseguiram grandes conquistas, nem mesmo com a contratação da Ana Paula Padrão. Pior ainda com a matéria que diz que a Record "pode". Tanto pode quanto não pode. Quem sabe faz a hora, já dizia a canção. Grana todo mundo sabe que eles tem, mas conteúdo até agora... Com exceção da descoberta da Ana Maria Braga.

Karla disse...

Para nós, futuros jornalistas, é uma ótima notícia já que esse investimento todo abrirá novos canais de comunicação, gerando assim uma maior oferta de emprego. Tomara que os profissionais desta nova fase da Record, também sejam bem remunerados, pois desta forma, eles valorizariam e estimulariam as pessoas que trabalharão nesses novos segmentos.
Acredito também a idéia é hoje, o único veiculo de comunicação que pode concorrer com a Globo. Não digo que ela passa na frente, mas se preocupa em investir e melhorar a qualidade de seus programas equiparando à qualidade Globo de comunicação.

Anônimo disse...

Claro que é uma boa noticia, como foi dito pelos colegas, ai está a prova de que o mercado de comunicação precisa disso de novas redes de TV e jornais impresso ou jornalismo na Web,já que a resposta é unânime. É muito importante que o mercado de jornalismo se aqueça, pois desde quando entramos na faculdade só ouço que o mercado é pequeno. Até que enfim depois de 3 anos de curso surge uma noticia de aquecimento de mercado, muito bom. Espero que não demore muito e que não fique só no papel.
Olha como nos, futuro jornalistas temos que ficar felizes com essa noticia, na ultima quarta-feira visitamos a Red TV, e ficamos sabendo, através dos seus funcionários que a cada 4 anos abre vagas para estagiários, veja bem à 4 anos. Vamos pensar se um curso de jornalismo dura 8 períodos, ou seja 4 anos, e na sala de aula têm em média 15 alunos, só em BH que eu saiba são 6 faculdades , então você somando formam cerca de 90 novos jornalistas não se esqueça só em BH, para concorrer uma ou muito 2 vagas. E os outros 58 como vão fazer. Claro que tem outros meios, mas todos são assim, sempre poucas vagas e um salário de bem baixo. Pensando no otimismo se tem mais mercado surge concorrência, surgindo concorrência, a mão de obra vai ser valorizada. E viva a concorrência.
Escrito por João Bosco Godinho.

Tatiane disse...

É importante que as emissoras estejam pensando em ampliar a sua capacidade de abrangência. a Rede Record vem mostrando nos ultimos anos que tambem quer atingir um alto nivel de tecnologia nas suas produções. Isso é bom, pois gera mais empregos diretos e indiretos. Grana para bancar um canal a cabo a emissora tem, não tanto quanto a Globo, mas tem. É possivel que haja uma evolução no jornalismo produzido hoje pela Record e tambem nos programas de entretenimento. só nao entendo o fato de a emissora não querer comentar o assunto. Agora, o fato de Edir Macedo estar em parceria com igrejas evangelicas estrangerias não deve trazer problemas na programação já que hoje mais da metade das transmissões não são programas evangélicos. Nao vejo nenhum problema nisso. Tenho que concordar com a posição do Wilson, não basta apenas copiar o que a Globo faz, é preciso valorizar os profissionais que já trabalham na empresa e procurar qualificá-los ao máximo. a qualidade tecnica deve ser carcteristica de cada emissora. Se a Record inovar com uma técnica própria e qualificada de produção, com certeza ganhará mais telespectadores e com certeza poderá ter uma boa fatia do mercado.

Tatiane disse...

É importante que as emissoras estejam pensando em ampliar a sua capacidade de abrangência. a Rede Record vem mostrando nos ultimos anos que tambem quer atingir um alto nivel de tecnologia nas suas produções. Isso é bom, pois gera mais empregos diretos e indiretos. Grana para bancar um canal a cabo a emissora tem, não tanto quanto a Globo, mas tem. É possivel que haja uma evolução no jornalismo produzido hoje pela Record e tambem nos programas de entretenimento. só nao entendo o fato de a emissora não querer comentar o assunto. Agora, o fato de Edir Macedo estar em parceria com igrejas evangelicas estrangerias não deve trazer problemas na programação já que hoje mais da metade das transmissões não são programas evangélicos. Nao vejo nenhum problema nisso. Tenho que concordar com a posição do Wilson, não basta apenas copiar o que a Globo faz, é preciso valorizar os profissionais que já trabalham na empresa e procurar qualificá-los ao máximo. a qualidade tecnica deve ser carcteristica de cada emissora. Se a Record inovar com uma técnica própria e qualificada de produção, com certeza ganhará mais telespectadores e com certeza poderá ter uma boa fatia do mercado.

Luciane disse...

É praticamente unânime que no atual e restrito mercado televisivo do Brasil, uma iniciativa como essa é vista com muito bons olhos por nós, o que pode não ser o caso das concorrentes. Será a oportunidade de diversificação. Nesse período de mudanças de comportamento do público, que está dividido entre tantas mídias e recursos tecnológicos, a Record pode ousar e inovar um pouco. No jornalismo a empresa pode variar a programação ou realizar leituras mais críticas e aprofundadas de fatos do cotidiano. Além disso, será uma grande abertura para novos profissionais, e com tanto investimento, a qualificação tecnológica. Agora, tantos investimentos não fariam sentido se a emissora estiver preocupada apenas em reproduzir conteúdos e fórmulas da rede Globo. É preciso inovar e ser ousado para tanto. Mas se o objetivo é obter o retorno do dinheiro investido, pode ser que o público tenha que se contentar com mais do mesmo.

Ruth disse...

É muito importante que as emissoras aumentem sua capacidade de produzir e competir, pois o resultado dessa diversidade e disputa só traz benefícios. Se o número de emissoras com capacidade de competir aumenta, cria se oportunidades para novos profissionais, mais opções para a população e melhoria na qualidade do material apresentado. Afinal se as pessoas tiverem acesso a várias programações terão parâmetros para decidir o que bom ou não.

pamela reis disse...

Por mais que a Globo seja realmente a emissora que detém o poder de audiência nas maos e seja ainda classificada c padrão de melhor qualidade, a proposta de investimento poderá ser uma nova oportunidade até mesmo para que novos investidores tenham a iniciativa de apostar no mercado e competir com outras emissoras. Além do mais, novas chances para nós jornalistas surgiram, além dos benefícios para a sociedade que poderá dicernir entre as melhores opções...Vejo como uma proposta interessante e que poderá surpreender o mercado televisivo c bons conteúdos e programação.