quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A pior entrevista

Por Antônio Brasil - Coluna teleVISÃO - Redação Comunique-se - 04/09/2007 - www.comunique-se.com.br

E você que ainda sonha em trabalhar na TV tradicional e, quem sabe, apresentar um telejornal, aqui está um alerta e uma boa idéia da rede americana ABC News.

Seus produtores estão tornando um grande desastre, a entrevista da “âncora” Merry Miller com a atriz Holly Hunter (ver aqui) em uma ótima idéia. A tal entrevista é um dos melhores e mais engraçados exemplos atuaias da decadência do modelo tradicional de telejornais americanos. O desastre foi transmitido ao vivo pela TV tradicional para uma pequena audiência. Mas se tornou um dos vídeos mais assistidos no YouTube. Garantiu a demissão da jornalista e diversos comentários do público dizendo que fariam muito melhor. Trata-se de um bom exemplo do novo jornalismo participativo. Bem mais crítico e interativo por parte do público.

Os executivos da ABC aproveitaram a crítica ou sugestão dos telespectadores e anunciaram um “concurso”, uma espécie de Big Brother, para encontrar a substituta para a infeliz apresentadora. Ou seja, eles tornaram uma crise, um desastre em uma grande oportunidade de sucesso. Aprenderam com seus erros, trocaram a arrogância pela humildade e se aproximaram ainda mais tanto do público telespectador como dos internautas. A seleção também atraiu centenas de candidatos a apresentadores de telejornais. E você pode conferir os três finalistas aqui. O final dessa verdadeira novela será anunciado em breve.

E como “quase tudo” que acontece na TV americana tende misteriosamente a se repetir no Brasil, é melhor você se preparar. Por aqui, não faltam “grandes desastres” nos nossos telejornais. Quem sabe você também não consegue uma oportunidade, um “televidão” na TV. É uma boa idéia. Quem se candidata?

Além de responderem a pergunta, qual a opinião de vocês sobre essa nota?

20 comentários:

glauco disse...

Eu acredito que em uma reportagem ou entrevista, como aconteceu na rede ABC,a culpa ou os méritos não devem ser creditados apenas ao apresentador ou ao repórter, pois tem a participação de toda uma equipe para que a matéria/entrevista obtenha êxito, sendo que todos são importantes, cada um na sua função, portanto não podia ser responsabilizada sozinha. Não acredito que esse seja o melhor método para se contratar um apresentador, mas para aqueles que se aventurarem, é mais uma chance de entrar no mercado. Boa sorte a todos os aventureiros.......

Tatiane disse...

Eu concordo com o concurso e até participaria se ele fosse realizado de forma séria, levendo em consideração a formação em jornalismo e o grau de conhecimento de cada candidato na área. O telejornal não é um programa de fofocas. O telejornalismo precisa de credibilidade e a profissão de jornalista é séria. Quanto a nota, achei infeliz no sentido de que pelo primeiro paragrafo, parecer apoiar a iniciativa da ABC. Por se tratar de um mareterial publicado no comunique-se, esperava que fosse mais crítica e menos conivente. Está parecendo uma notícia do Aqui, ou do programa do Nelson Rubens, Sem preconceitos é claro.

João disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
beckiene disse...

Acabo de ver o video no youtube e acho que se ela é ruim, a equipe também não ajudou muito. No vídeo a sensação que fica é que ela não consegue ler direito o teleprompter, ou ainda está sem texto... Ela se repete, se embola com o texto e quase no fim do vídeo, ela aperta os olhos como se o texto estivesse dificil de ler... Realmente não fica claro se foram erros dela apenas, ou se o teleprompter é que falhou... De toda forma eu acho que do ponto de vista do marketing, foi uma excelente jogada transformar o erro numa jogada pra conseguir mais audiência. Do ponto de vista jornalistico acho complicado analisar, porque ela é uma apresentadora que repete e lê aquilo que lhe mandam. Nem as perguntas, nem o texto são feitos por ela. Portanto é uma questão de saber falar em frente a camera, de ter desenvoltura, boa dicção, jogo de cintura para situações como essas na hora em que o texto some... Mas não acho que seja uma questão de ser um bom jornalista.

Ruth disse...

Acredito que jornalismo participativo vai muito além de comentários dos telespectadores a respeito de um único fato isolado. Uma forma mais efetiva para o público participar é com sugestões de máterias. Ainda não assiti a entrevista, mas acho que não vai ser moleza se a moda pegar...Como não fico bem no vídeo, para esse tipo de concurso eu não me candidataria... Sem dúvidas é uma forma inteligente de ganhar público...

João disse...

Acho uma bobagem e sacanagem ter que apelar para isso já que temos muitos profissionais excelentes no mercado e formando. Ter que fazer um concurso como Big Brother,há fala sério, imagina como poderíamos chamar esse, "Jornalismo Bobal ,jornalismo apelativo ou jornalismo.....é duro" não acho uma boa, deveríamos ser mais sério o jornalismo não é brincadeira, vejamos o resultados dos artistas do Big Brother, quem deu certo nenhum, outro dia estava passando na rua e vi escrito em uma revista que não me lembro o nome "Alemão e Siri são burros jamais darão para serem atores comentário do Robertinho".Espero que não precisamos disso, seria uma vergonha já que muitos dos nossos colegas acham o big brother uma................................ Já na entrevista ou reportagem deveriam ter punido toda a equipe, não só a jornalista, pois para fazer uma reportagem precisam de uma equipe, todos são profissionais, a onde está a responsabilidade profissional. Abraço para todos, e vamos estudar muito e correr a trás.

Bete disse...

Não sou a favor do concurso sem critérios como uma formação na área de Jornalismo. O concurso aberto a todos, abre margem para que outros erros como o ocorrido nesta infeliz reportagem repita por falta de experiência do candidato. Eu participaria se a seleção fosse de forma democrática concorrendo com os profissionais da área. Quanto ao erro da repórter acredito que todos estão sujeitos a isso, por isso mais uma vez ressalto a importância da experiência para tal função onde seria mais fácil contornar situações constrangedoras.

karlagomes71 disse...

Se houve falha ou constrangimento da repórter no momento da entrevista, atribuo a responsabilidade aos bastidores (produção). Preparar-se para o ao vivo é fundamental.
No entanto foi tão ruim a reportagem que qualquer pessoa afirma fazer melhor e isso é um direito de cada um. Mas um concurso, espécie de Big Brother é demais. Aí virou palhaçada!!!
Num canal de televisão tão conceituado como a ABC será que eles contratariam uma pessoa que no mínimo não fosse graduado em jornalismo? Não é que não exista uma pessoa que faça melhor que a repórter, mas trata-se de treino, técnica e conhecimento da área.

nathalia_jor disse...

Aqui comento eu novamente, já que o primeiro comentário fora excluído. Acho que um reality show para a escolha de um apresentador de tv é uma receita certa de audiência, mas uma forma de perder credibilidade perante um público mais "erudito". A responsabilidade do fracasso da entrevista não deve ser atribuído somente a entrevistadora.

cristiano Machado disse...

Marketing puro da ABC News,transformou uma caótica entrevista de estúdio, em uma oportunidade de negócio. Quanto a âncora ouve alguns sinais de despreparo e de pouca pesquisa sobre a sua entrevistada, atriz Holly Hunter. Outro ponto a ser levantado é a da equipe que dava suporte ao programa. Perguntas que ficam no ar: será que o diretor do programa não ajudou sua âncora de propósito? Será que não levantaram uma boa pauta? Falhas acontecem em programas ao vivo, mas são contornados com rápidez, chmando intervalos comerciais, etc. Então eu fico com a opção do despreparo da equipe, em resolver "certos problemas".
Abraços,
Cachorrão.

Grazielle disse...

Não acredito que a culpa seja apenas da apresentador(a)/ repórter, pois o jornalismo é um trabalho de equipe e o erro não pode ser exculisivamente de uma pessoa, já que tem a participação de todos. A contratação também não está sendo feita da melhor forma, já que para a escolha de uma nova apresentador(a)/ repórter a ABC optou em fazer um reality show. O jornalismo é um trabalho sério e desta forma ele pode perder a sua credibilidade.
Neste caso a rede ABC optou pela participação do público apenas para aumentar a audiência da sua rede e não está realzando um trabalho sério na escolha do novo integrante da equipe.
Eu não participaria da seleção feita desta forma, pois não correria o risco de perder minha credibilidade com o público, que leva o trabalho jornalístico a sério.

fernanda disse...

É claro que a culpa para erros não deve ser só da apresentadora. Se ela está lá é porque algum mérito tem. De qualquer forma, o apresentador de um jornal tem que ter desenvoltura e capacidade de sair deste tipo de situação. Quanto ao concurso de apresentadora, achei apelativo e sensacionalista. A TV vive de idéias, nem sempre de bom gosto, mas também, usar qualquer fato para tirar proveito é demais. Jornalismo é coisa séria e tem que ter essa postura para manter a credibilidade.

Fernando Zuba disse...

Penso que o trabalho jornalístico efetuado por profissionais da televisão são sempre em equipe. Desde o pensamento das pautas, imagens, sonoras e entrevistas/entrevistados. Credito, então, o erro e o despreparo a todos. Sobre a forma de se contratar um novo apresentador, creio que a maneira proposta pela emissora não é a correta, principalmente, para nós que lutamos pela valorização profissional.

Poliana disse...

A culpa nesse caso não deve ser colocada apenas na apresentadora, pois como alguns já disseram nos comentários anteriores, existe uma enorme produção por trás da apresentação dela. A apresentadora é apenas uma peça de toda a "engrenagem", que faz um telejornal ir ao ar. Acredito que a BBC soube, ou pelo menos tentou contornar a situação de uma forma que agradasse o público que a criticou. Não concordo com a forma utilizada, porque ficou parecendo mais uma jogada de marketing do que uma seleção de candidatos parecida com big brother.

Natália Lanza disse...

Na minha opinião engana-se quem acredita que existe "televidão" na TV e talvez por pensar assim que essa jornalista apareceu de forma tão leviana em frente às câmeras. A começar pela aparência, que não passa nenhuma credibilidade, depois tem a posição das câmeras e a total falta de compromisso com o telespectador... ah fala sério! Eu não apresentaria esse programa, nem se viessem me buscar aqui em casa!!! Traduzindo literalmente o programa chama "O que é o zumbido?". Ele é tipo um TVFama? Só pode né?! Se for, realmente precisa de Big Brothers para preencher a vaga...

Luis Felipe P de Lima disse...

Acho essa iniciativa mais uma banalização da profissão. Uma forma de ganhar audiência com o formato do Big Brother. Muitos profissionais excelentes não entraram nesta brincaderia.O concurso é um processo de seleção como qualquer outro, mas colocar isso na grade de programação....

Taiga Zanchanelli disse...

Só faltava essa? A escolha de um telejornalista virar um reality show por causa da incopetência de um profissional. Olha brincadeira, espero que essa moda não chegue por aqui.

luciane marazzi disse...

Acredito que a maneira como a ABC conduziu a situação fez parecer que a culpa era só da apresentadora. Claro que podem ter ocorridos também erros durante a produção do telejornal. Porém, o que mais chamou a atenção foi a maneira inusitada que a emissora conduziu o caso. Primeiro, mostrar ao público o que aconteceu com a apresentadora e supostamente, mostrando que a emissora assume erros jornalísticos. Segundo assumir que empresas jornalísticas também são empresas, e tiram proveito de tudo para obter audiência. Claro que, se este concurso for uma coisa séria e que jornalistas que não atuem na TV e o público ganhem com isso será interessante. Agora, se for apenas entretenimento barato não pode-se esperar muita coisa.

wilson disse...

A apresentadora também foi responsável pelo fracasso.Não sei como funciona a produção onde ela trabalha, mas acredito que faça o próprio texto, para depois ser checado pelo chefe imediato. Ser apresentadora não requer só um diploma, tem que ter talento. O talento que desperta em cada um, só é lapidado no decorrer da vida. Talento não se aprende, nasce com ele. Por isso, eu acredito que seja uma boa idéia esse concurso, além de aumentar a audiencia, pode realmente descobrir um grande apresentador. Claro, que tem que haver uma boa peneira, para não virar um concurso de humor.

eugenio baldoni disse...

Acho que todo mundo tem o seu dia de cão uma vêz na vida, e este dia foi o desta apresentadora.Todo mundo, em toda profissão esta sujeito à falhas como foi o caso dela.Ela poderia simplismente ser chamada a atenção, nmostrando em que lugar ela esta, e ter mais atenção com o seu público. Agora, pegar qualquer pessoa para apresentar o programa, me poupe; jornalista é jornalista, público é público.