Por Daniele Frederico - TELA VIVA News - 17/08/2007 - www.telaviva.com.br
A produtora Raccord prepara-se para começar a gravação de conteúdo de dramaturgia para o serviço de TV móvel da Oi. No total, serão disponibilizadas à operadora duas horas por semana de conteúdo inédito e exclusivo. Os programas, de aproximadamente três minutos de duração, terão viés humorístico e contarão com a participação de atores. "O formato será o de 'tirinhas de humor', com capítulos independentes. Não é uma série que precisa fidelizar o espectador", diz Clélia Bessa, da Raccord. A produção está sendo pensada inicialmente apenas para a tela do celular, com captação em digital. "Não precisamos de qualidade igual a do broadcast", diz Clélia.
Embora o projeto seja da produtora, a Oi comprou o conteúdo e deve remunerar a produtora mensalmente, durante seis meses. Segundo Clélia, a equipe envolvida na produção engloba 25 pessoas, além de atores e técnicos rotativos. "A nossa idéia é trabalhar com os jovens, que estão 'ligados' nessas novas tecnologias". Além do conteúdo a ser transmitido via streaming pelo celular, alguns episódios estarão disponíveis na página da Oi.
Colegas, como vocês se enxergam nessa notícia (se é que se enxergam)?
terça-feira, 21 de agosto de 2007
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20 comentários:
Vejamos: está indicando uma nova plataforma para o entretenimento, com essa produção dramatúrgica - volta para distribuição via plataforma móvel - celular. Então, podemos pensar em nossa futura ou breve carreira,(2008), como jornalistas é claro. Seria uma boa abertura para o tão escasso mercado.Quem sabe as empresas de telefonia não abrem também espaços para a produção de pílulas jornalísticas - matérias redondas feitas como no rádio - só que com um celular, uma "arma poderosa", o que poderia mudar o conceito de informação instantânea neste país, podendo um dia competir como o nosso mais antigo meio de entretenimento - o rádio.
abraços - cachorrão.
Concordo com o cachorrão.Olhando pela nossa "vêia" jornalistica seria muito proveitoso e interessante ajudar a passar informações de utilidade imediata para a população
que talvez esteja presa no trânsito sem acesso ao telejornal.
Minha única dúvida é se o preço deste serviço seja de total acesso a comunidade.
Eugênio Baldoni
Seria muito bom, nós futuro jornalistas, termos mais um meio de mostrarmos nossos talentos, mas, o mais importante dessa novo formato seria poder pegar alguns eventos no momento em que está acontecendo, seria bem bacana mostrar um acontecimento aoavivo, mesmo que seja pouco tempo. Agora seria perigoso para muitos se nõa souber usar essa ferramenta com seriedade, temos que penssar nisso, pois, matérias jornalisticas podem ajudar como atrapalhar, no caso de prejudicar alguém ou algum estabelecimento quem seria o responsável,onde recorrer,temos de pensar como resolver isso.
Para nós, futuros jornalistas, pode vir a ser mais um espaço muito legal, desde que também tenha lugar para pílulas jornalísticas e não só dramatúrgicas, como vai acontecer no primeiro momento. Seria mais uma opção de trabalho, em uma área cada vez mais competitiva.
Acredito que o jornalismo pode ganhar com esta experiencia. Agora não sei se as empresas de telefonia móvel vão querer investir em jornalismo. Talvez as empresas fechem acordos com as emissoras ja existentes para que elas distribuam as noticias que vão ao ar normalmente. Talvez essa experiencia com a dramaturgia seja para testar a aceitação das pessoas. Penso que a disttribuição do conteudo pelo celular deve partir de uma assinatura. Aliás, nem é todo mundo que gosta de assistir jornal. Grande parte das pessoas que possuem celular são crianças e adolecentes. Não estou sendo pessimista, muito pelo contrario. O jornalsimo hoje é uma ferramenta indispensavel para ajudar a costruir a cidadania. Espero que o jornalismo no celular traga mais oportunidade de trabalho e que as informações sejam de qualidade e não apena fofocas ou coisas do gênero.
Com o advento da tecnologia, da necessidade do imediatismo e da constante busca pelo "furo", o mercado jornalístico migra cada vez mais rápido para a informatização plena. Há quem diga que o futuro do jornal impresso, por exemplo, está com os dias contados. Esta nova modalidade, via celular, acredtito eu, além de um novo e promissor mercado para os jornalistas, com certeza, a curto prazo, contará, além das produções dramatúrgicas, com noticiários, mesmo que por tempo limitado, em aúdio e vídeo em tempo real. Neste caso, o usuário poderá escolher os assuntos de sua preferência com esporte, política, saúde e etc.
O surgimento das chamadas "Novas Mídias" começa a emplacar no Brasil. Com a OI surge para atrair o público jovem. Mas os adultos também terão a sua vez. E o jornalismo é uma das ferramentas para laçar esse público. Com isso oportunidades de desenvolvimento de novos projetos e formatos de jornalismo.
É mais um meio para cativar o público jovem que está cada vez mais inserido e atraído pelas novas mídias. Assim como nosso colega Eugênio ressaltou acredito que será caracterizado pelo imediatismo e pela facilidade em receber as informações. Com certeza mais uma opção de mercado para o campo da comunicação. Resta saber se o conteúdo terá acesso popular agregando custo x benefício.
Hoje com a grande inserção do celular entre os brasileiros, essa é uma boa opção para se produzir conteúdos. Concordo com os colegas de que esse recurso irá abrir oportunidades para o Jornalismo, considerando-se que as novas tecnologias são uma certeza no futuro da profissão. Mas é preciso incutir credibilidade e seriedade em relação a notícia veiculada. Mas acredito que esse tipo de produção será bem aceita pela público e pelo repasse, por exemplo da notícia em tempo real.
A abertura deste espaço pode ser muito interessante para o jornalismo. MNo entanto, é preciso lembrar que, ainda, o público consumidor deste recursos tecnológicos são os adolescentes, nem sempre muito interessados em consumir informação jornalística...
Se a produção for bem feita e o humor bem trabalhado é possivel que o sucesso desta empreitada abra caminho para muitas outras similares. Não vejo porém isso como concorrente da TV. Quem vai assistir algo pelo celular é porque nao pode estar naquele momento parado em frente a uma televisão... Talvez apresente algum tipo de concorrencia com o rádio, porém já estão começando com um filão que o rádio há muito tempo deixou de explorar, desde que virou telenovela.
A iniciativa da Raccord é louvável do ponto de vista da convergência de mídias. O que até então só podia ser acessado via tv poderá ser visto pelo celular. A questão que pode ser colocada é se o conteúdo será de "qualidade". Espera-se que sim, até porque se esse projeto der certo será um novo "nicho" de mercado para os jornalistas.
Concordo que este espaço pode ser um promissor espaço para nós jornalistas em um futuro próximo, porém não vejo essa atitude como uma forma de democratização dos meios de comunicação, visto que, apesar de terem evoluído muito, a maioria dos celulares ainda não é um meio eficaz de reprodução de vídeo. O celular poderia ser uma "arma" poderosa de veiculação de informação por ser pequeno, portátil e estar com as pessoas em todos os lugares, desde que adaptado para isso. A iniciativa da Oi pode abrir caminho para a expansão de algo que está começando a tomar corpo: a publicação de conteúdo noticiosao em celulares através de mensagens SMS - objeto de alguns estudos acadêmicos (http://njmt.incubadora.fapesp.br/portal/pesquisadores/mest/pauloh/ii%20sbpjor%202004%20ci%2036%20paulo%20henrique%20de%20oliveira.pdf)
Para o futuro o jornalismo talvez ganhe com isso. Afinal os produtores podem se interessar, já que o jornalismo traz credibilidade e a produção não precisa de altos recursos financeiros. Particularmente não acredito que haverá público fiel para este tipo de produto, não será o entretenimento o carro chefe dessa nova tecnologia? Será que as pessoas vão ligar o celular para assistir a uma pílula de telejornal enquanto andam de ônibus, ou estão em uma sala de espera? O formato em que será produzido talvez seja o mais importa para realmente dê certo.
Podemos perceber que o celular está sendo aproveitado, entre outros serviços, para difusão de informações, nesse caso, na área de entreterimento. A OI investe inicialmente na dramaturgia, mas já está dando o primeiro passo. Caso emplaque, a empresa deveria transmitir notícias de cunho político, econômico, cultural, etc, ofertando emprego aos jornalistas para produzirem esses conteúdos.
O celular é o meio mais rápido de receber notícias. Acredito que se a TV Oi oferecer pílulas interessantes que agradem o público irá implacar essa moda, de TV no celular. E futuramente este será a televisão portatil da população, o único problema que vejo, é o valor a ser pago por essa opção. Como já foi observado por outros colegas.
Nós estamos vindo de uma geração de jornalistas acostumados com as novas tecnologias. A Tv digital já é uma realidade em muitos países e está bem próxima de acontecer de fato no Brasil. Novelas para celular é uma oportunidade de atuação. É uma nova mídia, portanto um novo mercado de trabalho. Se a idéia das pílulas jornalísticas derem certo, temos um ótimo meio de comunicação. Eficaz e direcionado. A pessoa poderia escolher que tipo de assunto quer receber, assim como já é feito na internet.
Super válido. Esperamos que o novos talentos surgem com esse novo mercado. Fico apenas imaginando como será o controle amanhã com diretos autorais.Sobre a qualidade dos videos, a resolução não pode ser broadcast, mas a qualidade intelectual deverá ser.
Wilson.
Fantástico! Trabalho com conteúdo mobile e temos acompanhado a preparação do mercado para a TV Mobile. Estes projetos são experiências para a TV Mobile que não tardará. Eu mesmo já encaminhei três programas no formato para celular para a Vivo.
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